Fim do pico de casos de covid-19 no DF ainda é incerto

Para a Secretaria de Saúde, a redução de casos será conquistada apenas se a população obedecer as medidas de proteção e combate à covid-19.

Após mais de cinco meses do primeiro diagnóstico de coronavírus, o Distrito Federal passa pelo pico da pandemia. O momento atual da capital é chamado por especialistas de platô, quando uma quantidade semelhantes de casos é registrada diariamente, sem aumento ou decréscimo expressivo. Entretanto, segundo a Secretaria de Saúde, ainda não há previsão para que o período termine e o número de infectados comece a apresentar redução.

Atualmente, no Distrito Federal, 1.632 pessoas perderam a vida devido a complicações da covid-19 e 126.124 brasilienses testaram positivo para a doença. Apenas nesta segunda-feira, a Secretaria de Saúde contabilizou 27 mortes e 55 diagnósticos. Na segunda-feira (10/8), a pasta registrou 3.012 infecções pelo novo coronavírus, maior número em 24 horas.

Sem apresentar estimativas ou projeções, a Secretaria de Saúde considera que a pandemia na capital “tende a diminuir, conforme tem sido registrado em alguns estados”. Porém, de acordo com a pasta, essa redução somente será mantida se a população obedecer, estritamente, às medidas de proteção.

Para que ocorra a desaceleração da pandemia na capital, a pasta orienta, em especial, o uso adequado de máscara, cobrindo o nariz e a boca. Apesar de o Executivo local ter flexibilizado as medidas de restrição, como a retomada da atividade comercial, por exemplo, a pasta orienta que as pessoas evitem aglomerações e só saiam de caso quando necessário.

As outras recomendações da Secretaria de Saúde para reduzir o contágio são manter o distanciamento mínimo de 1,5 metros e higienizar as mãos com álcool em gel ou água e sabão frequentemente. “Quando não for necessário sair para trabalhar ou outra atividade imprescindível, procure ficar em casa”, ressalta secretaria, em nota.

À espera da vacina contra a covid-19
Uma das saídas apontadas para crise sanitária, vacinas contra a covid-19 são testadas no DF e no mundo. Na semana em que o presidente da Rússia Vladimir Putin anunciou o desenvolvimento da primeira vacina contra o novo coronavírus, a Sputink V. Já pesquisadores e médicos da Universidade de Brasília (UnB) se preparam para receber novos voluntários nos ensaios da vacina chinesa Coronavac. A de Oxford também é testada no país e o Congresso Nacional já discute formas de distribuir as doses.

Entenda o platô
Em 20 de julho, o Correio divulgou reportagem explicando o que é o platô e por que preocupa que ele ocorra no pico da pandemia, quando o número de casos é o mais alto registrado.

Fonte: https://www.correiobraziliense.com.br/

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