Dengue? Aqui, não!

Revista da Casa da Câmara dos Deputados.

Segundo informações da seção de Manutenção de Jardins (Semaj) da Câmara, a instituição tem realizado muitas ações para combater a dengue. Rachel Osório, chefe da Semaj, informa que, ao contrário do que muitos pensam, as plantas dos jardins da Casa, especialmente as bromélias, estão totalmente protegidas e têm descartada qualquer possibilidade de tornarem-se foco da doença.

Rachel informa que o tratamento para prevenir a dengue é feito com fumo, borra de café e água sanitária, o que impede o desenvolvimento de eventuais larvas dos mosquitos. Além disso, os jardineiros são treinados anualmente para aprimorarem seu trabalho e se atualizarem quanto aos procedimentos necessários para que os jardins fiquem bonitos e saudáveis. Ela revela ainda outra atitude tomada pela Casa, que foi tapar buracos de troncos de árvores com areia para impedir o acúmulo de água nesses locais.

Um estudo da Universidade do Estado de São Paulo (Unesp), realizado pela bióloga Alessandra Laranja, comprovou que a utilização da borra do café em vasos de plantas ou folhas impede o desenvolvimento da larva do Aedes Aegypti (nome científico do mosquito que transmite a dengue) em seu segundo estágio e, também, reduz a vida dos mosquitos.

Outro aspecto que comprova a eficácia do trabalho realizado pela Casa é a visita feita pela Agência de Vigilância Sanitária (Anvisa), a pedido da administração, que mostrou estarem corretos os procedimentos, não apontando nenhuma irregularidade ou item a ser modificado ou melhorado. Isso mostra que a Casa está atualizada em relação às práticas de prevenção e disposta a deixar os mosquitos longe da região.

Rachel alerta que alguns comportamentos podem atrapalhar esse resultado: diariamente, são recolhidas dezenas de copos plásticos, papéis, restos de comida e outras sujeiras jogadas nos jardins da Câmara.  Ela salienta também que isso pode gerar situações propícias ao desenvolvimento de larvas, além de atrair ratos, baratas e até escorpiões. A chefe do serviço relata ainda que o espelho d`água lateral da Câmara e do Senado, conhecido por Patódromo, é limpo três vezes por dia. “Imaginem se não encontramos um copo plástico atrás de uma planta ou uma tampinha embaixo de uma folha? Aí, sim, pode acumular água dentro desse lixo, o que seria muito perigoso”, afirma Rachel.

Além disso, ela lembra que, em muitas salas, existem vasinhos particulares de flores e é importante que cada um cuide do seu de forma a deixar o mosquito longe da Câmara. Então, para evitar que a dengue se aproxime, todos devemos colaborar: a seção de jardins já está fazendo a parte dela. E você estáfazendo a sua?

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