Agosto Dourado: como doar leite, ato de amor que salva vidas

Coordenadora das Políticas de Aleitamento Materno e Banco de Leite Humano do DF ressalta que toda mulher que estiver amamentando é uma doadora em potencial e um pote de leite materno é suficiente para alimentar até 10 bebês

As doações de leite materno são responsáveis por salvar a vida de centenas de recém-nascidos em todo o Distrito Federal. De acordo com a Secretaria de Saúde local (SES/DF), o número de contribuições tem aumentado, mas a necessidade é sempre presente. A máxima é “quanto maior o volume coletado, maior será o número de bebês atendidos”, informa a pasta.

Os dados coletados pela secretaria até o momento apontam que, até junho deste ano, os bancos de leite receberam 9.272 litros de leite materno. No ano passado, de janeiro a dezembro, foram arrecadados 17.976 litros. Esta margem mostra que as doações estão crescendo, mesmo com todas as dificuldades impostas pela pandemia.

Ainda assim, Miriam Santos, coordenadora das Políticas de Aleitamento Materno e Banco de Leite Humano do DF, faz um apelo às mães que estejam amamentando, para que ajudem a aumentar os estoques no DF. “Estamos necessitando de doações, pois a demanda este ano está maior que os outros anos. As mulheres que estão em casa e amamentando seus filhos podem ser doadoras de leite humano e serem solidárias com as mulheres que estão nos hospitais acompanhando seus bebês internados nas unidades neonatais. Elas estarão trazendo esperança para estas mulheres e um acalento na vida delas”, enfatiza.

“Leite Humano é a alimentação padrão ouro para todas as crianças. Para a criança que está internada na Unidade Neonatal e, por motivos variados, as mães não podem alimentá-las, ou mesmo extrair todo leite materno que elas precisam, o uso de leite humano de banco de leite humano é fundamental. Este alimento fornece nutrientes que promove crescimento e desenvolvimento e fatores de proteção para o sistema imunológico”, ressalta.

Ainda segundo a coordenadora, toda mulher que estiver amamentando é uma doadora em potencial, além disso, um pote de leite materno é suficiente para alimentar até 10 bebês. “Neste Agosto Dourado agradecemos a solidariedades das mulheres do DF e Entorno por serem solidárias e salvarem muitas vidas”.

Saiba tudo sobre como doar leite materno

A médica Mariana Carvalho, que é pediatra geral na Secretaria de Saúde no Hospital Materno Infantil de Brasília (HMIB) e sócia da RF Pediatria, explica a importância do leite materno e incentiva as mães a fazerem doações. Confira abaixo as dicas completas:

Qual a importância do leite materno?

A primeira coisa que eu acho importante ressaltar é que as pessoas devem saber que o Agosto Dourado tem esse nome porque o leite materno é considerado um alimento completo e padrão-ouro. Costumamos afirmar que o leite materno é um alimento vivo, ele é produzido conforme as necessidades do bebê. Então, é um alimento completo em teor de água, gordura e proteína.

Além disso, dentro do leite materno existem fatores que auxiliam no crescimento da microbiota intestinal. Assim, é a mãe que seleciona que tipo de bactéria ela quer que cresça na barriguinha do bebê para que ele seja saudável e tenha uma imunidade melhor. Importante ressaltar também que a mãe passa anticorpos pelo leite materno.

Por que é tão importante doar?

A doação é importante porque existem pacientes que precisam ser alimentados com esse leite completo. Principalmente bebês prematuros que estão internados em uma Unidade de Tratamento Intensiva (UTI), por exemplo, e que por vezes nasceram antes da mãe entrar em trabalho de parto ou que tenha a descida do leite prejudicada de alguma forma por conta da prematuridade.

Por ser um alimento completo, com imunoglobulinas e anticorpos, é melhor que o bebê prematuro receba esse “leite vivo” do que um outro artificial. Por isso, as mães que puderem se solidarizar e doar para os bebês que não estão podendo ainda mamar no peito, é uma decisão maravilhosa.

É seguro receber a doação?

O processo de um banco de leite é muito rigoroso. A mãe deve higienizar a mão até os cotovelos, retirar todos os adornos, higienizar as mamas apenas com água e realizar a ordenha. Esse processo pode ser manual ou com a ajuda de uma bombinha elétrica.

O ideal é que esse leite seja colocado em um pote de vidro esterelizado com tampa de plástico ou em saquinhos específicos para guardar leite. Feito isso, a mãe pode levar esse leite até um banco de leite ou até mesmo solicitar que busquem em sua casa.

No banco, o leite passa por um processo de pasteurização e são testadas também a presença de algumas doenças. Se tiver alguma sujidade, fio de cabelo, um grãozinho de poeira qualquer, esse leite para doação é então descartado. Ou seja, é um processo muito seguro para garantir boas condições a quem vai receber e muito criterioso a quem doar.

Quais os benefícios para a mãe e para o bebê?

O leite materno é importante em tudo. Desde o vínculo que ele vai ter com a mãe e até para manter o bebê hidratado. É um alimento nutricionalmente completo. Estudos mostram inclusive que bebês que ingerem leite materno possuem mais pontos de quociente de inteligência (QI).

A imunidade também fica melhor e se desenvolve menos chance de ter otites, pneumonias, bronquiolite, diarreias e gastroenterite. A longo prazo, também o risco de diabetes é diminuído na criança, assim como as chances de câncer de mama na nutriz.

Devemos lembrar também que, amamentar na primeira hora, logo quando o bebê nasce, estimula a produção do leite a ser mais rápida e desenvolve menos risco de hemorragias.

Quem não pode doar?

-Se estiver doente
-Se estiver tomando algum remédio
-Se estiver infectada com vírus de doenças graves, como HIV
-Se tiver consumido drogas ou bebidas alcoólicas

Existe uma quantidade adequada para doar?

A quantidade é quanto a mãe quiser e/ou puder. Vale lembrar também que é possível ir juntando esse leite ao longo dos dias, já que a validade é de 15 dias a partir do primeiro dia que ele foi congelado.

Gesto de amor

Daniella Freire, de 31 anos, é mãe do pequeno Samuel, de apenas três meses, e amamentar e, por consequência, poder doar e ajudar outros bebês, sempre foi um sonho. Ela enfatiza que o processo de adaptação nesta etapa, nunca foi simples, porém, com muita dedicação e carinho, tornou-se gratificante.

Ela conta que o bebê nasceu em um hospital particular de Goiânia-GO e que não teve nenhum acompanhamento sobre amamentação no local. “Ninguém me orientou adequadamente e o meu filho já saiu da maternidade com uma mamadeira. Nem o colostro eu consegui dar. Mas eu não fiquei satisfeita. Assim que eu cheguei em casa com ele, comecei a buscar ajuda nesse sentido”, lembra.

Com a ajuda de uma amiga e enfermeira, o processo começou a evoluir. “Até febre eu tive por conta do leite acumulado. Eu não conseguia tirar, doía muito. Mas, a vontade de ver meu filho mamar era maior e eu não desisti”.

A partir daí, foi orientada a procurar também o Banco de Leite Materno de Santa Maria-DF, onde encontrou profissionais com vasta experiência e pode, enfim, amamentar e ajudar outras pessoas. “É um processo lento mas, se você tiver força de vontade, você consegue. Eu não desisti. Eu passei por muitos problemas durante a gestação, inclusive um luto muito doloroso, e fui adiante. Busquei ajuda no banco de leite, quando o Samuel tinha pouquíssimos dias de vida, e não desisti porque meu sonho de amamentar era maior do que qualquer dor”.

Hoje, felizmente, ela amamenta Samuel tranquilamente. “É uma sensação muito gostosa. Não foi fácil no começo. A romantização do ato é uma falácia. Dói, corta e machuca. Mas depois vale a pena e tudo passa. Hoje apenas sinto felicidade de poder amamentar meu filho e ainda doar meu leite para outros bebês. Eu vivi na pele o quão difícil é amamentar. E saber que meu leite está indo para cuidar de outras crianças que estão em UTIs tem um valor ainda maior. Tão bom poder ajudar!”

Bancos de Leite no Distrito Federal

Para garantir o acesso ao alimento, especialmente para os bebês cujas mães têm dificuldade na produção, ou que estão internados em UTIs, existem os Bancos de Leite Humano. No Distrito Federal são dez em funcionamento, além de três postos de coleta de leite. Confira aqui o mapa completo e encontre o mais perto de você!

A Secretaria de Saúde do DF informa também que se você está amamentado e deseja se tornar uma doadora, basta entrar em contato pelo número 160, opção 4, ou pelo site Amamenta Brasília. Após o agendamento, uma equipe do Corpo de Bombeiros irá até a residência da doadora para fazer a retirada.

Conheça a rota de coleta realizada pelos Bombeiros Militares do DF clicando aqui.

Fonte: www.correiobraziliense.com.br

Cresce o número de interessados em adoção durante a pandemia no DF

Mais processos de inscrição ao amparo foram abertos, totalizando 200 pedidos, superior à média de 110 famílias inscritas em anos anteriores. Para especialista, aumento está diretamente relacionado ao isolamento social da pandemia da covid-19

 (crédito:   Marcelo Ferreira/CB/D.A Press                         )

Os processos de acolhimento de crianças e adolescentes não foram interrompidos pela pandemia. No entanto, segundo levantamento da Vara da Infância e da Juventude do Distrito Federal (VIJ/DF), o número de adoções caiu em 2020 quando comparado a 2019: 65 contra 71. No entanto, foram registrados 200 novos pedidos de abertura dos processos de acolhimento, uma procura maior que a média registrada em anos anteriores, de 110 famílias.

O supervisor da Seção de Colocação em Família Substituta da VIJ-DF (SEFAM/VIJ), Walter Gomes, explica que o aumento dos processos de inscrições está diretamente relacionado ao isolamento social, consequência da pandemia da covid-19. Para ele, o maior tempo de permanência no ambiente doméstico serviu para despertar o interesse em vínculos de filiação. “Os pais, mais conscientes, fizeram uma reciclagem das suas funções paternas-maternas em relação aos filhos. Os que já tinham a semente do vínculo adotivo acabaram refletindo de maneira apurada e amadureceram esse desejo, que se transformou em um projeto”, diz.

Para Walter, a redução de adoções não é atribuída à pandemia, mas sim ao aumento de reintegrações de crianças e adolescentes às famílias de origem. Aproximadamente 170 jovens passaram por esse processo, segundo dados da VIJ/DF. Em 2019, ocorreram 123 reintegrações. Walter ressalta que a adoção é sempre uma medida excepcional. “O juiz só permite o cadastramento quando há total incapacidade do retorno à sua família de origem. Quando a família deixa de ser protetiva”, pontua. Além disso, houve uma queda no número de crianças entregues voluntariamente à adoção.

A alta procura de interessados em adotar fez com que o Sistema de Justiça no Brasil fizesse adaptações para que meninos e meninas do DF pudessem ter seus direitos resguardados. A explicação que Walter dá ao Correio é que, com as atividades suspensas, devido à pandemia, o sistema precisou ser digitalizado. As conversas psicossociais passaram a ser feitas por meio de vídeo chamadas e aplicativos.

“As entrevistas foram conduzidas de forma remota e, claro, sempre com limitações. Por meio dos recursos tecnológicos, realizamos entrevistas online e pedimos aos próprios candidatos que apresentem suas casas. Foi a forma encontrada para cumprir esse protocolo das avaliações dos candidatos”, explica o supervisor de Colocação em Família Substituta da VIJ-DF (Sefam/VIJ). Em abril, cerca de 350 famílias vinculadas ao processo de habilitação para adoção passaram pelo curso preparatório.

Sonho realizado

Foi durante a pandemia que a assistente social Thais Lopes Lino Fonseca, 33 anos, e o consultor comercial Antoniel Fonseca Soares Lopes, 39, decidiram adotar. Eles contam que têm vontade de adotar há muitos anos. “Desde a minha adolescência, eu sempre tive esse desejo pela adoção. Eu tive alguns amigos que eram adotados, então fazia parte da minha convivência. Quando conheci Thaís, ela dizia que tinha esse sonho também. Tudo isso só se fortaleceu quando nos juntamos”, garante Antoniel.

Os dois deram início ao processo de adoção em 2017, na VIJ/DF. De acordo com Thaís, depois de entregarem os documentos, fizeram o curso de capacitação que a justiça exige. No final, foram avaliados, habilitados e inseridos no Cadastro Nacional de Adoção (CNA) e no cadastro do DF. A jovem conta que o perfil da família foi para um grupo de irmãos. “O período de espera não é fácil, é angustiante pensar que nossos filhos estão em algum contexto de violência”, conta a assistente social.

Foi em maio de 2020 que o casal recebeu a ligação que mudaria suas vidas. Por meio de uma busca ativa do grupo de apoio Aconchego, foram informados sobre quatro irmãos: uma menina de 11 anos e três meninos de 9, 6 e 3 anos. “Não tínhamos dúvida de que aquelas crianças eram os nossos filhos”, diz Thaís. Para o casal, a parte mais difícil foi não ter contato direto com as crianças em razão da pandemia. “Começamos nosso processo de estágio de convivência em plena pandemia. Foi um desafio, pois precisamos tomar muito cuidado com as questões de limpeza no período das visitas ao abrigo”, recorda a assistente social.

Agora, o casal aguarda para finalizar o processo de adoção. “Nosso estágio foi encerrado, mas ainda não finalizamos. Isso é o mais angustiante. Não ter a certidão de nascimento dos nossos filhos, com nosso nome e ainda ter que esperar que a Justiça finalize o processo de destituição do poder familiar”, conta Thaís. “Nossos dias em casa são cheios de alegria, mas também de desafios. Nossos filhos precisavam de amor e cuidado, e nesse um ano em casa temos conseguido dar isso a eles”, afirma.

Surpresa em dobro

O desejo de adotar veio junto com o casamento tardio de Wanda Maciel Marques, 57 anos, e Antônio da Conceição Marques, 54. Pelos riscos de uma gravidez com mais de 40 anos, o casal decidiu entrar com o pedido de adoção logo após o casamento, em 2008. O processo se estendeu por quatro anos e meio e, em 2013, João Felipe chegou para alegrar a família com um ano e um mês de idade. O perfil que o casal pediu era que a criança se parecesse um pouco com os dois fisicamente, tivesse entre 0 e 3 anos e poderia vir com um irmão ou irmã.

A convivência no núcleo familiar foi tão boa que eles decidiram aumentar, e em uma conversa com o filho veio o pedido: “Quero ter uma irmã”. “A gente sempre perguntava para ele sobre essa possibilidade, crescemos com irmãos e queríamos dar essa experiência para ele também. Mas ele não queria um menino, queria uma menina. A certeza veio na justificativa dele, ‘eu vou ser o herói e o cavalheiro dela’. Quando ele me falou isso, não tive dúvidas e iniciei o processo de adoção novamente em 2014”, conta Wanda.

Mas a espera se alongou mais, com seis anos, até ter o pedido concretizado. “Estava perdendo as esperanças. Veio a pandemia e nada. Então abrimos a possibilidade de ser com um irmão”, explica a servidora pública aposentada. “No início deste ano, eu pus um limite. Se não desse certo até o fim do ano, a gente desistiria. Esperamos demais e estamos envelhecendo também, por mais que tenhamos vontade, não teríamos pique para acompanhar”, comenta.

Em 6 de março, a notícia tão esperada. Havia uma menina (4 anos) para adoção que se encaixava no perfil do casal, mas vinha com um irmão (1 ano). Uma surpresa dupla que animou Wanda e António que, mesmo antes de ver as crianças, deram a confirmação, “é nosso”. Foram 12 dias indo de Sobradinho, onde o casal mora, a Taguatinga, para ter contato com os futuros filhos. “Levávamos várias mudas de roupa para trocar na hora que a gente chegava e depois na saída, todos os protocolos necessários para protegê-los contra a covid-19”, relata.

A pandemia também impactou na recepção das duas crianças à nova família. Sem poder ter um chá de boas vindas presencialmente, o casal contou o apoio de amigos e familiares, que mandaram mensagens positivas de forma virtual. “Mandaram roupas, brinquedos, sapatos, fraldas. Fizemos um mural com quase 300 mensagens”, conta Wanda. “E em uma pandemia onde há tantas perdas, ver um movimento de vida faz toda a diferença”, comenta a aposentada. Para ela, todo esse carinho serviu de suporte nos momentos mais difíceis de adaptação.

Nova família, e agora?

https://9da838eee59088fdef6298d77d3e24ce.safeframe.googlesyndication.com/safeframe/1-0-38/html/container.html O processo de adaptação não é fácil para os pais, e é menos ainda para o adotado. De acordo com a psicóloga Maria da Penha Oliveira, o processo dos pais é semelhante ao das crianças e adolescentes. Um dos pontos prejudiciais que surgiram com a pandemia da covid-19, segundo a especialista, foi o processo acelerado de apresentação das famílias.

Em alguns aspectos, isso pode ser prejudicial, uma vez que as crianças vêm de outros contextos sociais. “São vocabulários desconhecidos, que a família precisa estar preparada para traduzir. Existe um tempo e isso não pode ser apressado. Eu conheço famílias que fizeram toda a linha de convivência de forma virtual. Eles pensaram, estudaram estratégias para receber o adotado, mas a criança chegou com uma outra bagagem e a família demorou até se adaptar”, diz. “É uma montanha-russa de emoção. Esse pós-parto adotivo exige muito de todas as partes, seja da criança, seja da família”, pontua a psicóloga.

Perfil clássico

Atualmente, são 128 crianças e adolescentes cadastrados para adoção, segundo dados da VIJ/DF e são 526 famílias habilitadas para adoção, sendo que 95% desejam adotar crianças de zero a 2 anos, saudáveis e sem irmãos. De acordo com o supervisor da Seção de Colocação em Família Substituta da VIJ/DF (SEFAM/VIJ), Walter Gomes, há incompatibilidade entre o perfil dos disponibilizados e pretendentes. “Isso é um reflexo de todo país. Em nível nacional, no Sistema Nacional de Adoção e Acolhimento (SNA), você vai ter uma estimativa de cerca de 4.800 crianças e adolescentes cadastrados em nível nacional, e a quantidade de pretendentes é cerca de 42 mil famílias em todo o território”, diz.

O perfil clássico — crianças de zero a 2 anos, saudáveis —, é o menor disponibilizado, e isso impacta no tempo de espera. “Quanto menor a pretensão do perfil, maior o tempo de espera. Se você especifica o desejo de adotar, o tempo é abreviado em 90%”. “A diferença no tempo de concretização é impactante. Se você se habilita querendo adotar o perfil clássico, é preciso esperar cinco a seis anos para concretizar o sonho. Se você se habilitar hoje, com o perfil pretendido flexibilizado para adotar dois irmãos entre 8 e 2 anos, por exemplo, na semana que vem já pode iniciar o estágio de convivência”, garante Walter Gomes, supervisor da Seção de Colocação em Família Substituta da VIJ/DF. https://9da838eee59088fdef6298d77d3e24ce.safeframe.googlesyndication.com/safeframe/1-0-38/html/container.html

Etapas do processo

1ª fase – habilitação: o candidato dá início ao processo formal de inscrição com vistas à adoção junto à Vara da Infância e da Juventude do Distrito Federal. Participa do curso de preparação psicossocial, passa por entrevistas técnicas, o Ministério Público se manifesta concordando ou não com o pedido de inscrição e o juiz irá proferir, concordando ou não, para a inserção no Cadastro Nacional de Adoção.

2ª fase – a espera: quando o candidato está com o nome no sistema nacional de adoção e aguarda ser chamado para conhecer a criança, de acordo com o perfil estabelecido no cadastro.

3ª fase – estágio de convivência: onde o candidato será apresentado para a criança e iniciará a convivência, por meio de visitas, estreitando o laço afetivo.

4ª fase – construção do vínculo: consolidação dos vínculos, e a equipe técnica vai reportar ao juiz que a adoção atingiu os seus objetivos e a sentença pode ser proferida.

Números

Em 2020, 65 adoções foram feitas, 9% menor que 2019

Em 2020, 200 processos de inscrição ao acolhimento foram abertos, superando a média de 110 famílias inscritas em anos anteriores

Em 2020, 170 jovens passaram pelo processo de reintegração. Em 2019, haviam sido 123 reintegrações

Atualmente, há 128 crianças e adolescentes cadastrados para adoção

Há 526 famílias habilitadas para adoção, sendo que 95% desejam adotar crianças de zero a dois anos

Fonte: VIJ/DF

Fonte: https://www.correiobraziliense.com.br/cidades-df/2021/07/4939730-cresce-o-numero-de-interessados-em-adocao-durante-a-pandemia-no-df.html?utm_source=whatsapp&&utm_medium=whatsapp

Marinésio é condenado a 37 anos por feminicídio de advogada

O julgamento começou às 9h, em sessão restrita, por se tratar de um caso de violência contra a mulher. De acordo com o advogado de Marinésio, a defesa recorrerá

Após 12 horas de julgamento, Marinésio Olinto, 45 anos, responsável pelo feminicídio da advogada Letícia Curado foi condenado a 37 anos de prisão, em regime fechado, pelo Tribunal do Juri de Planaltina. Marinésio está preso na Penitenciária do Distrito Federal (PDF1) desde maio do ano passado, quando foi condenado pelo estupro de uma adolescente.

O julgamento começou às 9h, em sessão restrita, por se tratar de um caso de violência contra a mulher. A representante do Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT) foi a promotora Nathália da Silva. De acordo com o advogado de Marinésio, Marcos Venício Fernandes, a defesa recorrerá “sob a alegação de que os jurados, em relação aos outros crimes, julgaram de forma contrária às provas dos autos”.

Memória
Em 23 de agosto de 2019, a advogada Letícia Curado esperava o ônibus em uma parada entre o Vale do Amanhecer e a DF-230, em Planaltina. Ela estava a caminho do trabalho, no Ministério da Educação (MEC), órgão no qual era servidora. Contudo, ela não chegaria ao destino.

Marinésio passou de carro pela parada e ofereceu uma carona à jovem. Dentro do veículo, ele tentou estuprá-la, mas Letícia reagiu. Diante da reação, o homem a estrangulou e ela morreu asfixiada. Letícia deixou marido e um filho, hoje com cinco anos.

Em seguida, Marinésio escondeu o corpo da vítima dentro de uma manilha e roubou os pertences da servidora, como uma necessaire, um relógio e um pendrive. Os objetos foram encontrados dentro do automóvel quando ele foi preso em flagrante.

Além do homicídio, ele também responde pelos crimes de tentativa de estupro, furto e ocultação de cadáver. À polícia, ele confessou que já conhecia Letícia, pois pegou o mesmo ônibus que ela para o Plano Piloto em outra ocasião, e deu detalhes do assassinato.

Fonte: www.correiobraziliense.com.br

Somadas, penas de crimes associados a Lázaro Barbosa podem passar de 300 anos

Com sete inquéritos policiais em aberto só no Distrito Federal, fugitivo pode responder por diversos tipos de delitos. Caso condenado, penas podem passar de três séculos, mas legislação brasileira limita reclusão a, no máximo, 40 anos

Lázaro Barbosa de Sousa, 32 anos, é considerado fugitivo por crimes cometidos desde 2007 – (crédito: Polícia Civil/Divulgação)

Desde antes da chacina contra a família Vidal, na madrugada de quarta-feira (9/6), Lázaro Barbosa de Sousa acumulava sete inquéritos policiais só no Distrito Federal. Ele é acusado de cometer quatro roubos em chácaras — o primeiro em 17 de maio; os quatro assassinatos no Incra 9; e um roubo seguido de estupro, em 26 de abril.

Raphael Seixas, delegado-chefe da 24ª Delegacia de Polícia (Setor O), está à frente das investigações de cinco crimes cometidos por Lázaro: os roubos e o assassinato da família Vidal. “Pode ser que surjam outros delitos”, avalia o investigador. Ele acrescenta que a invasão à chácara de parentes das vítimas da chacina, em 17 de maio, é apurada pela 19ª DP (P Norte). “O registro ocorreu aqui na 24ª, mas, depois de a foto do suspeito ser divulgada pela imprensa, uma vítima reconheceu, veio à delegacia para avisar, e a investigação foi transferida”, detalha.

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Tomei a vacina contra covid-19 e tive reação. É normal?

Todas as vacinas disponíveis no Brasil passaram por testes clínicos que atestaram a eficácia e a segurança dos imunizantes; entenda as reações esperadas

Tomou a vacina da covid-19 e teve alguma reação? Na maior parte das vezes não há com o que se preocupar. A maioria das reações esperadas são leves, como dor no local da aplicação, dores de cabeça ou musculares e até mesmo febre. Segundo Anna Cláudia Castelo Branco, imunologista da Universidade de São Paulo (USP), esses eventos adversos podem, inclusive, significar algo bom: que a vacina está agindo. “Todos os medicamentos têm efeitos adversos. A vacina induz uma resposta imunológica que, dependendo da pessoa, pode gerar algum desconforto. Mas isso é esperado. Inclusive pode ser um indício de que o sistema imunológico está se preparando para te proteger”, explica.

Por isso, não há com o que se preocupar caso sinta algum desconforto após ser imunizado. “É esperado uma pequena inflamação local, então pode aparecer dor no braço, cansaço, dor de cabeça. É esperado, de maneira geral, que a taxa de efeitos adversos seja maior na primeira dose do que na segunda. Mas isso varia muito de pessoa para pessoa”, ressalta. A bula de cada vacina traz quais são os efeitos mais comuns que podem ocorrer. De maneira geral, é esperado dor no local, dor de cabeça, dores musculares, cansaço, enjôo e até mesmo febre. Nem todo mundo sente, mas uma parcela da população pode ter esses desconfortos iniciais.

No Brasil estão sendo aplicadas duas vacinas: a Coronavac, da fabricante Sinovac, produzida no Brasil pelo Instituto Butantan, e a Covishield, da farmacêutica AstraZeneca em parceria com a Universidade de Oxford, no Brasil, produzida pela Fiocruz. A expectativa é que nesta semana se junte a essas duas um novo imunizante. A previsão é de que chegue ao Brasil, na quinta-feira (29/4), o primeiro lote da vacina da farmacêutica Pfizer de um total de 100 milhões de doses adquiridas pelo governo brasileiro.

Esses imunizantes serão destinados somente às capitais, porque precisam ser armazenados em uma temperatura inferior a 70°C negativos. No caso desse imunizante, um evento adverso que outros países já relataram é a anafilaxia, uma reação alérgica cujos relatos incluem dor de garganta, urticária e dificuldade para respirar entre 15 e 30 minutos após serem vacinados.

Quando se preocupar
Todas as vacinas aprovadas passaram por testes que comprovaram a sua segurança, mas um efeito em específico tem preocupado a população em geral. Algumas pessoas que tomaram a vacina da AstraZeneca apresentaram uma redução nos níveis de plaquetas e a formação de coágulos sanguíneos. No Reino Unido, onde a vacina está sendo aplicada há mais tempo, foram registrados 168 casos graves de coágulos entre as 21,2 milhões de doses administradas até agora. Dessas, 32 pessoas morreram. A Agência Europeia de Medicamentos (EMA), equivalente à Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) no Brasil, disse que a vacina é segura e que os benefícios gerais ainda superam os riscos. Segundo a EMA, esses eventos graves foram relatados em uma taxa de cerca de 1 em 100 mil.

Anna Castelo Branco explica que ainda não há uma comprovação de que os casos tenham sido causados pela vacina, até mesmo por terem sido uma quantidade pequena de casos. “Em alguns países foram relatados casos de trombose. Apesar dos casos acontecerem de forma geral, a agência europeia resolveu alterar a bula. A gente ainda precisa de mais estudos para saber se está relacionado à vacina. A hipótese é de que alguns indivíduos têm uma resposta alterada que daria uma baixa no número de plaquetas que pode favorecer essa formação de trombos. Mas são eventos raríssimos e não há nenhum motivo para não tomar a vacina”, ressalta.

No caso dessa vacina, os eventos adversos mais comuns são sensibilidade no local da injeção, fadiga, dores de cabeça, náuseas, calafrios ou uma sensação geral de mal-estar. No DF, das mais de 70 mil doses aplicadas da vacina, 546 pessoas relataram algum evento adverso. A maior parte ainda está em análise pela Secretaria de Saúde para saber se realmente foi causado pelo imunizante. Entre os analisados, somente um evento foi considerado grave.

Segundo a Agência Europeia de Medicamentos (EMA), quem se vacinou com o imunizante da AstraZeneca deve procurar um médico caso apresente sintomas como falta de ar, dor no peito, inchaço nas pernas, dor persistente no estômago, sintomas neurológicos, como fortes dores de cabeça ou visão turva, ou pequenas manchas de sangue sob a pele.

A orientação da Secretaria de Saúde do DF é sempre informar ao profissional qualquer condição de saúde que tenha ou alergia antes de vacinar. E caso sinta qualquer reação após a tomada do imunizante, deve-se procurar um posto de saúde para orientações. Essa também é a orientação da mestre pelo programa de Imunologia do Instituto de Ciências Biomédicas da Universidade de São Paulo (ICB-USP) Anna Castelo Branco. “Caso sejam efeitos leves, não tem motivo para se preocupar. Mas caso seja mais intenso é importante procurar o médico. É importante também antes de vacinar a pessoa avisar qualquer alteração de saúde para os enfermeiros. Caso tenha algum risco ele será informado”, destaca.

Em março, a Anvisa emitiu uma nota técnica que manteve a recomendação da utilização do imunizante e concluiu que os benefícios superam os ricos. A agência ainda recomendou que a fabricante indicasse na bula o alerta sobre o possível evento adverso. O Centro de Vigilância Epidemiológica da Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo também emitiu um comunicado defendendo o imunizante ressaltando que ele é seguro e eficaz, como foi comprovado em testes clínicos.

No Brasil, das mais de 4 milhões de doses do imunizante aplicadas, somente foram relatados 47 casos suspeitos de eventos tromboembólicos, mas nenhum teve comprovação de que foi causado pela vacina.

Em entrevista coletiva na semana passada, o secretário de Saúde do DF, Osnei Okumoto, disse que está havendo uma resistência das pessoas à vacina da AstraZeneca. “Tivemos muitas fake news divulgadas através das redes sociais”, afirmou. Ele garantiu que a vacina é segura.

A vacina da AstraZeneca apresentou, nos testes clínicos, uma eficácia de 100% contra casos graves de covid-19. Somente com a primeira dose, o imunizante já apresenta uma eficácia de 72%. A segunda dose deve ser tomada 90 dias após a primeira. Devido ao prazo maior, só na semana passada o DF começou a aplicar o reforço nos primeiros imunizados com a vacina. São profissionais de saúde e idosos com 80 anos ou mais.

Fonte: correiobraziliense.com.br

Dias antes de morrer, vítima de feminicídio registrou ocorrência contra marido

Tatiane Pereira da Silva, 41 anos, morreu após sofrer agressões do companheiro, Manoel Paulo Severino, preso pela PCDF

Tatiane procurou o hospital várias vezes, mas foi mandada de volta para casa – (crédito: Material cedido ao Correio)

Poucos dias antes de morrer, Tatiane Pereira da Silva, 41 anos, registrou boletim de ocorrência por violência doméstica contra o companheiro, Manoel Paulo Severino, 35, na 6° Delegacia de Polícia (Paranoá). A mulher relatou que sofria agressões há, pelo menos, um ano e solicitou medidas protetivas. A vítima morreu nesta segunda-feira (12/4), em decorrência de uma hemorragia interna, após ficar internada no Hospital Regional de Planaltina.

Na madrugada de sexta-feira (9/4), Tatiane e o marido foram até um bar próximo à casa onde moravam, na DF-250, no Núcleo Rural 06, na Chácara São Francisco, no Paranoá, segundo a investigação. O casal ficou por pouco tempo no local e, em seguida, retornou ao imóvel. Em depoimento na delegacia, a vítima afirmou que as agressões começaram depois que companheiro decidiu retornar ao estabelecimento, mas ela teria negado o convite. Nervoso, o homem bateu na mulher com um facão, mordeu o braço dela e chegou a pisar no corpo de Tatiane.

Vizinhos e o dono do bar tentaram impedir a violência. Na tarde de sexta-feira (9/4), Tatiane registrou o boletim de ocorrência e relatou o ocorrido, passou por exame de corpo delito e teve o pedido de medida protetiva atendido. Depois disso, a mulher procurou o Hospital Regional do Paranoá com náuseas e vômitos. Ela foi liberada pela equipe médica, mas retornou no sábado (10/4) queixando-se de fortes dores abdominais, mas foi orientada a voltar para casa, segundo relato de familiares.

Ao Correio, Andreia Ferreira, 40, prima de Tatiane, contou que, entre a noite de domingo (11/4) e a manhã de segunda-feira (12/4), a vítima urinava sangue e estava sem conseguir andar. “Ela foi até o Hospital de Planaltina, até que conseguiu ser internada, mas já era tarde demais. Minha prima morreu”, contou. “Ela procurou atendimento do Paranoá e mandaram ela voltar, pois a suspeita seria que ela estava com dengue. Depois, conseguiu ser internada e teve uma parada cardíaca. Entendemos que ela veio a falecer em decorrência das lesões sofridas e, por isso, o crime é tratado como feminicídio”, explicou o delegado-chefe da 6° DP, Ricardo Viana.

Tatiane deixa um filho de 3 anos, fruto do relacionamento do casal. Ela será sepultada às 17h, no Cemitério Campo da Esperança de Taguatinga. O autor foi preso na madrugada dessa terça-feira (13/4), pela Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF).

Questionada pela reportagem, a Secretaria de Saúde (SES) informou que a paciente procurou o Hospital da Região Leste na quinta-feira, apresentando quadro de febre, náuseas, cefaleia e mialgia. Disse que a mulher tinha os sinais vitais estáveis e foi encaminhada à unidade básica de saúde (UBS) da região. De acordo com a pasta, Tatiane retornou ao HRL no domingo, com relato de astenia (perda ou diminuição da força física) e dispneia (dificuldade de respirar caracterizada por respiração rápida e curta, geralmente associada a doença cardíaca ou pulmonar), sinais vitais estáveis e foi classificada como gravidade nível amarelo.

Segundo a Saúde, a paciente só relatou as agressões na segunda-feira, quando procurou o Hospital Regional de Planaltina (HRPL), apresentando os mesmos sintomas. “A pasta esclarece que a paciente teve toda assistência necessária nas duas unidades e lamenta o óbito, que ocorreu apesar do atendimento prestado pelas equipes médicas das unidades da rede pública”, finalizou.

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Após acidente, Polícia Civil prende casal que aplicava golpe em farmácias do DF

Uma mulher de 32 anos, que se envolveu em um acidente na região, estava com 82 remédios tarja preta dentro do veículo, incluindo morfina. Ela transportava a filha, de apenas um ano.

A Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) prendeu um casal que aplicava golpes em farmácias para obter comprimidos de tarja preta. A 35ª Delegacia de Polícia (Sobradinho 2) chegou à dupla após um acidente de trânsito com vítima, ocorrido na tarde de quinta-feira (8/4), na DF-420, rodovia da região.

De acordo com os investigadores, testemunhas relataram que a mulher, de 32 anos, colidiu na traseira de um veículo, perdeu o controle da direção, atravessou o canteiro central e só parou numa área de mata, ao lado da faixa contrária. Além dela, a filha, de apenas um ano, estava no carro.

“Quando abordamos a motorista, percebemos que ela estava dopada, provavelmente sob efeito de medicamentos fortíssimos. Dentro do carro, econtramos 82 comprimidos, alguns de uso controlado, incluíndo morfina Ela também transportava a filha, de apenas um ano.

Golpes
Ao dar início à investigação para descobrir a procedência dos comprimidos, os agentes descobriram que ela e o marido davam golpes em diversas farmácias no DF. “Eles pegavam a medicação no balcão da farmácia, e no trajeto até o caixa, trocavam as caixas de medicamentos por caixas vazias, algumas delas contendo grãos de feijão”, afirma o delegado-chefe da 35ª DP, Laércio Carvalho.

Junto do companheiro, um americano de 40 anos, ela se viciou no uso de medicamentos de uso controlado e para obtê-los, o casal diversificava a forma de aplicar os golpes e falsificava as receitas. “A forma mais comum era receberem a medicação no balcão das farmácias e no trajeto até o caixa, trocavam as caixas originais por outras caixas de remédios já usados, e contendo no interior grãos de feijão. Deixavam a caixa com o feijão no caixa. Alegavam que iriam pegar o dinheiro no carro e furtavam as caixas com os remédios. Este golpe era aplicado pelo casal em todo o Distrito Federal, havendo dezenas de ocorrências registradas”, afirma o investigador.

A dupla vai responder pelos furtos e por falsificar as receitas. A mulher irá responder também por dirigir dopada pelo uso dos medicamentos. Se somadas as penas, ela pode pegar até 12 anos de reclusão. O homem também foi autuado por furto e falsificação, sujeito a pena mínima de cinco anos de detenção para cada crime.

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