Ação humana é responsável por mudanças no clima sem precedentes, diz ONU

Planeta aqueceu 1,07ºC e pode chegar a 1,5°C ainda nesta década, segundo dados do IPCC

O relatório do do Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC), da Organização das Nações Unidas (ONU), publicado nesta segunda-feira (9/8), aponta que são inquestionáveis os impactos provocados pelo ser humano nas mudanças climáticas. Segundos os dados, a ação humana provocou um aumento de 1,07ºC na temperatura da terra.
“É inequívoco que a influência humana aqueceu a atmosfera, o oceano e a Terra. Ocorreram mudanças rápidas e generalizadas na atmosfera, no oceano, na criosfera e na biosfera”, diz a análise. Esta é a primeira vez que o relatório quantifica o impacto da ação humana nas mudanças climáticas.
O documento aponta que o planeta pode chegar ao aumento de 1,5°C já na próxima década, antes do previsto pelo relatório anterior, caso as emissões de dióxido de carbono não sejam freadas. Dessa forma, o planeta não conseguiria cumprir a meta estabelecida durante a COP21, no Acordo de Paris. A conclusão é que não é mais possível impedir o avanço do aquecimento global nos próximos 30 anos.

Na mesma semana que a Grécia e a Califórnia sofrem com incêndios florestais sem precedentes, o relatório, intitulado Climate Change 2021: The Physical Science Basis, conclui que todas as regiões do mundo estão sendo afetadas por eventos extremos e que esses eventos vão se tornar ainda mais frequentes casos algo não seja feito. “Todas as regiões do globo já são afetadas por eventos extremos como ondas de calor, chuvas fortes, secas e ciclones tropicais provocadas pelo aquecimento global”, diz.

Além disso, é ressaltado que os impactos dessas mudanças já vinha sendo avisado há anos. “Já sabemos há décadas que o mundo está esquentando, mas o relatório nos diz que mudanças recentes no clima são disseminadas, rápidas e se intensificam, de maneira sem precedentes em milhares de ano”, alerta Ko Barrett, vice-presidente do painel.

Pela primeira vez, o relatório também fala sobre a necessidade de cortar as emissões de metano para conter o efeito estufa. A maior parte da produção desse gás vem da agricultura e da pecuária. “A estabilização do clima exigirá reduções fortes, rápidas e sustentadas nas emissões de gases de efeito estufa e alcançar emissões líquidas zero de CO2. Limitar outros gases de efeito estufa e poluentes do ar, especialmente o metano, pode trazer benefícios tanto para a saúde quanto para o clima ”, disse o copresidente do painel Panmao Zhai.

De acordo com o WWF Brasil, o relatório traz um alerta a mais para o Brasil: a necessidade ainda maior de preservação da Amazônia, já que ela é um dos grandes sumidouros naturais de carbono do planeta.
“Certamente não precisamos de um novo relatório para nos dizer que estamos em uma emergência climática: ela já afeta milhões de pessoas em todo o mundo, inclusive no Brasil, onde já pagamos mais caro pela energia elétrica, por nossa comida e estamos em sério risco hídrico por causa do clima. No Brasil, onde boa parte de nossa energia já é limpa, o desafio é zerar todo o desmatamento, que é o que nos coloca como sexto maior emissor de gases de efeito estufa no mundo”, diz Maurício Voivodic, diretor executivo do WWF-Brasil.

Para o Secretário-geral da ONU, Antonio Guterres, os dados são um “alerta vermelho” para a humanidade. “Esse relatório precisa soar como uma sentença de morte para carvão mineral e combustíveis fósseis antes que eles destruam o nosso planeta”, afirmou.

Fonte : correiobraziliense.com.br

Ibama admite ao MPF que Centro de Triagem de Animais do DF é “precário e insalubre”

MPF havia pedido explicações após receber denúncias de maus-tratos a animais no local. Instituto admitiu certos problemas, mas fez ressalvas

O Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) admitiu ao Ministério Público Federal (MPF) que a situação no Centro de Triagem de Animais Silvestres do Distrito Federal (Cetas-DF) é insalubre e precária. Ao justificar os problemas, porém, o órgão fez uma série de ressalvas, dizendo que a unidade “historicamente funciona com dificuldade de lotação de servidores analistas ambientais”.

O Ibama foi questionado após o MPT receber denúncias de maus-tratos a animais e de várias irregularidades no Cetas-DF, conforme revelado pelo Metrópoles.

No ofício expedido em 4 de setembro (veja abaixo) foi dado prazo de 20 dias para o órgão se manifestar sobre o conteúdo da representação. O instituto, porém, não respondeu todas as questões e solicitou mais 20 dias para completar os esclarecimentos. O pedido está sob análise do Ministério Público.

Veja, abaixo, os documentos:




Justificativas
O Metrópoles teve acesso ao processo no Sistema Eletrônico de Informações (SEI) em que constam as respostas do Ibama ao MPF. Quanto à denúncia de que os recintos no Cetas-DF apresentam precárias condições de acomodações e habitabilidade, o instituto disse que a afirmação “é desprovida de qualquer subsídio técnico”.

Apesar disso, confirmou que “as instalações são usadas” e “desgastadas”, alegando, no entanto, que seguem “em viável e pleno funcionamento”. “Melhorias estruturais estão sendo realizadas em contrato de manutenção que a Autarquia possui”, acrescentou.

Servidores ainda relataram que o ambiente do Cetas-DF é insalubre, situação confirmada pelo Ibama. O órgão, entretanto, justificou que no local “há manejo de animais silvestres, o que realmente caracteriza risco de contaminação aos prestadores de serviço e servidores”, e que, por isso, eles recebem adicional de insalubridade.

A situação do Cetas passou a chamar a atenção das autoridades durante as investigações da Polícia Civil do DF sobre tráfico internacional de animais. A apuração teve início depois que o estudante de medicina veterinária Pedro Krambeck foi picado por uma cobra Naja. Ele, a mãe e o padrasto se tornaram réus na Justiça. Responderão por associação criminosa, venda e criação de animais sem licença e maus-tratos contra animais.

Alimentação e limpeza
Outro ponto relatado por servidores é que o Centro de Triagem do DF não estaria fornecendo alimentos aos animais. O contrato para a alimentação das espécies teria vencido em dezembro de 2019 e, desde então, as comidas estariam sendo doadas por outras instituições.

Em resposta ao MPF, o Ibama admitiu o problema, mas disse que, agora, há um processo de licitação em fase final. “A demora no processo se deu por problemas internos […] Em breve, o fornecimento de alimentos aos animais voltará à normalidade”, assinalou.

O instituto ainda confirmou ter mantido a alimentação das espécies, de janeiro a setembro deste ano, com doações do Zoológico de Brasília e de feiras de produtores. Entretanto, disse que, com a pandemia do novo coronavírus, restringiu o recebimento de animais apenas àqueles com necessidade de atendimento imediato. Isso ocasionou uma redução de 60% do total recebido anteriormente.

“Sendo assim, a ausência de contrato de alimentos não foi prejudicial aos animais, sendo garantido o seu bem-estar por meio das doações recebidas”, justificou-se.

Além disso, funcionários denunciam que o local sofre com falta de limpeza. Neste ano, foi feita uma nova licitação para contratação de empresa que cuidará da conservação e limpeza de imóveis do Ibama no DF. Segundo o Termo de Referência (veja abaixo), os serviços agora serão executados “semanalmente” no Cetas.

Este foi um dos pontos da representação que o Ibama pediu prorrogação de prazo para enviar resposta. O instituto também pediu mais 20 dias para explicações sobre a denúncia de o telefone do Cetas-DF estar desligado por falta de pagamento e sobre a alegação de que uma reforma está sendo executada irregularmente no local.

Termo de Referência estabelece limpeza semanal no Cetas-DF

Novas denúncias
Após a reportagem do Metrópoles sobre relatos de irregularidades no Cetas-DF, novas denúncias de servidores do Ibama reforçam casos de maus-tratos a animais no local. Funcionários chegaram a registrar imagens para mostrar a situação nas instalações (veja abaixo).

“Há reprodução de espécies dentro do próprio órgão, porque não há separação de sexo entre os indivíduos”, disse uma servidora que pediu para não ser identificada.

Nas fotos, é possível ver baratas dentro de baldes onde há alimentos para aves e um pássaro morto em uma gaiola. “No balde azul, é painço (cereal) com baratas e no verde é mistura de alimento para passeriformes também com presença de baratas”, descreveu ela.

Animais estão sendo tratados no Zoológico
O Cetas-DF atende, em média, 7 mil animais por ano, mas somente cerca de 10% chegam ao local provenientes de operações do Ibama. Outros 45% são de fiscalizações do Batalhão da Polícia Militar Ambiental do DF (BPMA) e do Instituto Brasília Ambiental (Ibram), 27% de recolhimento/resgate, e 12% de entregas voluntárias.

Conforme o próprio Ibama, a situação na capital “é precária quanto ao quadro de profissionais, dominado por técnicos administrativos, sem condições de decisão para a função precípua de um Cetas”.

Para diminuir o problema, então, o órgão criou uma parceria com a Universidade de Brasília (UnB), para que médicos veterinários do Programa de Pós-graduação de Residência em Clínica e Cirurgia de Animais Silvestres acompanhem animais que precisam de tratamento. Segundo a UnB, o convênio prevê triagem, internação e cuidados parentais.

Com o início da pandemia, contudo, os veterinários deixaram de ir ao Cetas e passaram a receber os animais no Hospital Veterinário. Até 14 de agosto, o tratamento e a reabilitação das espécies eram realizados na unidade. Porém, com o retorno do calendário acadêmico, os trabalhos passaram a ser feitos nas dependências do zoológico, que informou estar “prestando todo o apoio e suporte para o Cetas com animais que necessitam de tratamento veterinário”. Ao MPF, o Ibama disse que o atendimento no zoo ocorre apenas “em caráter excepcional” atualmente.

O Metrópoles procurou o Ibama para o órgão esclarecer, portanto, que serviços, de fato, ainda são realizados no espaço do Cetas-DF, bem como comentar as imagens enviadas por servidores e as denúncias, mas não teve respostas. O espaço permanece aberto para eventual manifestação posterior.

Fonte: https://www.metropoles.com/

Tampas se transformam em alimento para 180 crianças de Santos

Projeto recolhe plástico para reciclagem e venda vira alimento

Tampinhas e lacres de plástico duros – tais como tampas de garrafas, maionese, pastas de dente, amaciante e shampoo – ajudam a complementar a alimentação de quase 200 crianças do Lar Veneranda, no Campo Grande, e ARS – Ação de Recuperação Social, no Chico de Paula. A medida é possível a partir da união do grupo ‘Tampa Amiga’ que, sem vínculos políticos ou religiosos, se empenha na coleta e venda desses materiais para reciclagem e posterior compra de alimentos para complementar as refeições de crianças.

O grupo surgiu em fevereiro de 2018 e ao longo de dez meses já conseguiu retirar do meio ambiente e transformar em renda mais de 4.830 quilos de plástico. Tudo começou quando o médico santista Bruno Pompeu ouviu o pedido de uma amiga de recolher lacres de latinhas para aquisição de cadeiras de rodas em um projeto de São Paulo. Por razões logísticas a coleta não foi adiante, mas Pompeu e a esposa, Dulce Del Santoro, perceberam que poderiam continuar a ação social por conta própria aqui na Baixada Santista.

Foi dessa forma que teve início uma rede invisível de apoio que une anônimos de diversas cidades e profissionais com dois objetivos em comum: auxiliar o planeta e promover o bem. “Nós pensamos que alguém poderia comprar plástico e fomos atrás de lugares que trabalhassem com a reciclagem desse material que demora tanto tempo para desaparecer no planeta. Lembro que na primeira ação recolhemos só 20 quilos de tampinhas e conseguimos comprar 6 caixas de leite. Aquilo nos empolgou muito”, conta Pompeu.

Diretamente, o grupo – que funciona via Whatsapp – possui 200 pessoas. Indiretamente são milhares: os que coletam; os que abrem as portas dos estabelecimentos para que os materiais sejam depositados; os que levam aos postos; os que fazem a triagem e aqueles que levam o material para a reciclagem na capital. O QG físico do projeto funciona na garagem de Pompeu, que se destaca pelo colorido das tampinhas que preenchem todo o ambiente.

“Trabalhamos com os três R’s: reciclar, reutilizar e reduzir. O plástico duro que coletamos é importado e tem um valor muito caro no mercado, além do fato de justamente pelas características demorar séculos para se decompor no meio ambiente. É uma rede invisível e poderosa que queremos ver multiplicada por todas as cidades. Hoje, até mesmos nas entidades que auxiliamos, o processo virou uma ludoterapia: famílias inteiras fazem a coleta e reservam um espaço na semana para separação. Não acredito que temos que abolir o plástico e sim usá-lo de forma consciente”, enfatiza.

Para Dulce, o projeto é transformador. “Nossa ideia não é inovadora, mas estamos fazendo a nossa parte, aos pouquinhos. Queremos que a ideia se espalhe e novos grupo existam com o mesmo ideal”, afirma.

COMO DOAR

O grupo pede que as tampas sejam entregues limpas em galões, preferencialmente, separadas por cor (isso aumenta em 20% o valor de venda). As entregas podem ser feitas nos seguintes lugares: Abor – Associação Beneficente Oswaldo de Rosis (Praça Primeiro de Maio, s/nº – Ponta da Praia); ARS (Rua Manoel Barbosa da Silveira, 239 – Saboó); Centro Espírita Allan Kardec (Rua Rio de Janeiro, 31 – Vila Belmiro); Colégio do Carmo (Rua Egídio Martins, 181 – Ponta da Praia); Portaria do edifício Med Center (Rua Olintho Rodrigues Dantas, 343 – Encruzilhada); Portaria consultório médico Bruno Pompeu (Av. Afonso Pena, 170 – Boqueirão); Portaria prédio (Rua Luís de Faria, 109 – Gonzaga); Rua Fumio Miyazi, 1117 – Jardim Guilhermina – Praia Grande; Rua Enzo Borghi, 58 – Jaguaré (perto do shopping Continental) – São Paulo (Capital). Outras informações pelo instagram ‘Tampa Amiga’.

Fonte: http://www.diariolitoral.com.br

Copo e sacola encontrados no intestino de tartaruga-verde mostram os riscos de poluir a água com plástico

Em média, 70% das tartarugas que encalham na costa brasileira ingeriram plástico, diz pesquisa.

Imagens inéditas da necropsia de uma tartaruga-verde que morreu após encalhar em uma praia na costa brasileira hoje são usadas pelo biólogo Robson Guimarães dos Santos como forma de conscientizar a população sobre os riscos de jogar plástico no lugar errado. As imagens são fortes e foram feitas em 2012 como parte da pesquisa de doutorado de Santos, hoje professor da Universidade Federal de Alagoas (Ufal).

Tartaruga-verde morta em praia suja; calcula-se que prejuízo para o ecossistema marinho seja de US$ 8 bilhões por ano — Foto: Robson Santos/Arquivo Pessoal

A divulgação do vídeo, que o G1 reproduz parcialmente acima, é uma das formas que ele encontrou de chamar a atenção para uma ameaça ambiental que começa com o consumo de objetos feitos de plástico. Após o descarte, o material pode seguir diversos caminhos, mas, se não recebeu o destino correto, é provável que provoque danos como a morte de um dos animais mais característicos da costa brasileira.

“A ingestão de plástico é hoje um dos principais problemas para a conservação das espécies de tartarugas marinhas tanto pela mortalidade direta como por todos os problemas crônicos decorrentes de sua ingestão, como contaminação por poluentes, por exemplo”, diz Santos.

De acordo com o professor, uma tartaruga-verde juvenil só precisa ingerir meio grama de plástico para morrer. Elas o ingerem ao confundi-lo com alimento, e então o material obstrui o trato gastrointestinal dos animais. Isso quer dizer que a tartaruga fica impedida de comer e realizar outras funções fisiológicas, levando-a a um emagrecimento crônico e podendo prolongar o sofrimento por bastante tempo até ela morrer.

Foi o caso da tartaruga no vídeo acima. A necropsia apontou a ingestão do plástico como causa da morte. Isso é comum no Brasil. A pesquisa de doutorado do biólogo, feita na Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes), avaliou 255 tartarugas-verdes encontradas mortas e encalhadas ao longo da costa brasileira de 2009 a 2013, e descobriu que em média 70% delas tinham ingerido plástico. Em alguns pontos do país, esse número chega a 100%.

De acordo com especialistas, a pesca acidental — quando o pescador lança a rede e pega acidentalmente animais que não tinha intenção — ainda é a principal causa de morte de tartarugas no Brasil. Mas é a ingestão de plástico a mais difícil de combater.

“A pesca pode ser regulada de um dia para o outro, mas o plástico não. Calcula-se que atualmente há 5 trilhões de fragmentos de plástico flutuando nos oceanos em todo o mundo”, diz o pesquisador.

Plástico e pesca acidental não são os únicos inimigos da vida marinha. A falta de saneamento básico, como mostram os dados levantados pelo G1 para o Desafio Natureza, volta a ser um problema demonstrado pelas tartarugas.

Da cidade para o mar

Não é difícil uma tartaruga marinha ingerir plástico que foi consumido no continente. Um estudo feito pela Associação de Educação Marinha, dos Estados Unidos, e publicado em 2015 na revista Science, avaliou dados de 2010 referentes a 192 países que têm alguma costa nos oceanos Atlântico, Pacífico e Índico, além do Mar Mediterrâneo e do Mar Negro.

O objetivo era avaliar como o lixo feito de plástico produzido em terra vai parar no mar. O resultado encontrado pela pesquisadora é que, naquele ano, a falta de gestão adequada do lixo fez com que 8 milhões de toneladas de plástico jogado fora fossem parar na água salgada.

Outros números sobre o plástico já são conhecidos: um copo leva pelo menos 200 anos para se decompor, já uma garrafa PET precisa de mais de 400 anos para desaparecer.

“O plástico começa a ser produzido em escala industrial na década de 1950, e parte deste material está até hoje no ambiente e provavelmente ainda permanecerá aí por mais algumas décadas. Apesar de o governo ter grande responsabilidade pela gestão do lixo, a poluição dos ambientes é um problema de difícil resolução, e o indivíduo é uma peça importante neste processo””, afirma o professor Robson dos Santos, da Ufal.

Pessoas caminham na Praia da Avenida, na região central de Maceió — Foto: Marcelo Brandt/G1

Contaminação que volta ao homem
Mas se engana quem pensa que só as tartarugas se alimentam do plástico que é jogado fora de maneira inadequada. Como o homem faz parte da cadeia alimentar, o plástico que contamina a água e afeta a biodiversidade marinha chega também à nossa alimentação.

Em um relatório divulgado neste ano, a organização não governamental WWF (Fundo Mundial para a Natureza), afirma que a contaminação de macro, micro e nanoplásticos já atinge os solos, águas doces e oceanos. “A cada ano, seres humanos ingerem cada vez mais nanoplástico a partir de seus alimentos e da água potável, e seus efeitos totais ainda são desconhecidos”, diz o documento.

Para tentar mitigar o problema, o Ministério do Meio Ambiente lançou em março deste ano o Plano Nacional de Combate ao Lixo no Mar. A agenda do programa também abrange cinco outros temas: resíduos sólidos, recuperação de áreas verdes, qualidade do ar, saneamento e qualidade das águas e áreas contaminadas.

Canudo não é único inimigo
O Instituto Biota resgata e faz diagnóstico da causa da morte de animais que encalham nas praias do litoral de Maceió desde 2010. O presidente do instituto, Bruno Stéfanis, já foi surpreendido pelos objetos encontrados dentro dos animais: cotonetes, tecla de computador e até pedaço de placa de televisão estão na lista.

Para Bruno, eleger um vilão como o canudo plástico não ajuda a discussão sobre o tamanho do problema. Em 2015 viralizou o vídeo de uma tartaruga com um canudo atravessado na narina. A imagem do bicho agonizando de dor enquanto o objeto era retirado com um alicate movimentou uma “guerra anticanudo”.

“A gente não pode eleger um inimigo como o canudo e ir ao mercado e pegar a maior quantidade possível de sacola para trazer as compras. Temos de pensar no nosso consumo como um todo desse material”, diz Bruno.

A utilização de canudos é proibida em estabelecimentos comerciais desde julho de 2018 no Rio de Janeiro, desde 25 de junho na capital São Paulo e desde 13 de julho em todo o estado paulista. No estado de São Paulo a multa pode chegar a R$ 5,3 mil.

Falta de saneamento básico e tumores
O professor Robson utiliza as tartarugas-verde como “sentinela ambiental”. Isso quer dizer que, examinando a saúde das tartarugas, ele consegue aferir como está a qualidade ambiental de uma região.

Em Alagoas, essa qualidade é baixa, em parte porque 83,1% da população não tem coleta e tratamento de esgoto, segundo números de 2019 do Sistema Nacional de Informação Sanitária (SNIS).

Uma das consequências desse alto índice é o volume de dejetos que chegam aos rios e ao oceano, e que podem estar relacionados à fibropapilomatose, doença que provoca um tipo de tumor em tartarugas.

Pesquisadores do Laboratório de Biologia Marinha e Conservação do Instituto de Ciências Biológicas e da Saúda da Ufal desenvolvem atualmente uma pesquisa que pretende investigar as causas dessa doença, e resultados preliminares apontam que a qualidade da água tem sua parcela nisso.

“Os tumores estão sempre ligados à degradação do ambiente costeiro e, em consequência, à qualidade da água. Quanto pior a qualidade, mais tumores. E quanto mais próximo de áreas urbanas, maiores são os problemas. Isso é decorrente da quantidade de população e baixos níveis de saneamento básico. A tartaruga-verde é diretamente afetada pela degradação da água”, afirma Robson.

O problema, segundo o pesquisador, é que estamos indo na direção oposta das soluções.

“A produção e uso de plástico continuam aumentando, e atualmente no mundo nós incineramos mais plástico do que reciclamos. O poder do indivíduo é maior na mitigação deste problema do que em outros casos, pois parte do problema deriva das nossas escolhas do dia a dia, mas nós também precisamos implementar políticas internacionais de combate à poluição por plástico”, diz Robson.

Para o pesquisador, em um nível individual, mais importante do que dar a destinação correta para o plástico que consumimos no dia a dia, é reduzir o consumo.

“A principal mensagem não é necessariamente jogar o lixo no lixo, mas, sim, reduzir o consumo. O plástico é muito difícil de ser manejado e até em lugares que têm uma boa gestão de resíduo sólido há grande poluição por plástico porque ele é leve e durável”, afirma.

Os dados corroboram essa hipótese: a cidade de São Paulo, que é a maior produtora de resíduos —tanto no volume total quanto na geração per capita — recicla apenas 3% do que coleta, segundo levantamento feito pela Associação das Empresas de Limpeza Pública e Resíduos Especiais (Abrelpe). Maceió recicla 3,41% do resíduo que coleta.

Além disso, segundo Robson, um caminho importante seria implementar um sistema de logística reversa para as empresas que produzem produtos que utilizem embalagem plástica, responsabilizando-as, assim, pela reutilização e destinação apropriada do resíduo.

“Como nós vamos lidar com este problema global nos próximos anos pode servir como um termômetro de nossas possibilidades de sucesso na mitigação dos demais problemas ambientais de escala global, como o aquecimento global e a crescente perda da biodiversidade”, conclui o professor.

Fonte: g1.globo.com

Rios do mundo inteiro estão contaminados por antibióticos, revela estudo global inédito

Quase dois terços dos rios estudados continham antibióticos suficientes para contribuir com o crescente problema da resistência bacteriana. Quarta-feira, 29 Maio

Alejandra Borunda

(Foto: Jonas Bendiksen, Nat Geo Image Collection)

Rio Bramaputra, Bangladesh. Alguns pontos do rio em Bangladesh possuem níveis de antibióticos 300 vezes acima do nível considerado seguro ao meio ambiente.

A cada ano, os humanos produzem, prescrevem e ingerem mais antibióticos do que no ano anterior. Esses medicamentos fazem maravilhas à saúde pública, salvando milhões de pessoas de infecções que poderiam matar se os remédios não existissem.

Mas os medicamentos continuam atuando no meio ambiente muito depois de terem cumprido seu papel no corpo humano. Eles acabam chegando ao mundo externo, onde podem permitir o desenvolvimento de cepas bacterianas “resistentes a antibióticos”.

Em um novo estudo que analisou 72 rios em todo o mundo, pesquisadores encontraram antibióticos nas águas de quase dois terços de todos os locais amostrados, do rio Tâmisa ao Mekong e ao Tigre.

Essa descoberta é séria, afirma Alistair Boxall, um dos cientistas que liderou o estudo e químico ambiental da Universidade de York, no Reino Unido. “São moléculas biologicamente ativas, e nós, como sociedade, estamos descartando toneladas delas no meio ambiente”, afirma ele.

Isso pode ter grandes efeitos na ecologia dos rios, bem como na saúde humana.

A resistência cresce

Os antibióticos impedem o desenvolvimento de infecções, salvando milhões de vidas todos os anos. Mas as populações de bactérias conseguem evoluir como resposta à ameaça de um medicamento, modificando-se para escapar dos efeitos dos medicamentos criados para eliminá-las. Isso significa que uma infecção causada por uma dessas cepas bacterianas “resistentes” é mais difícil e, às vezes, impossível de tratar.

A diretora médica do governo do Reino Unido, a professora Dame Sally Davies, afirma que o problema piora a cada ano, “ameaçando de forma catastrófica” a capacidade dos médicos de tratarem infecções simples no futuro.

Um relatório de 2016 descobriu que a cada ano cerca de 700 mil pessoas morrem anualmente em todo o mundo de infecções resistentes aos antibióticos que temos hoje. Cientistas, médicos especialistas e oficiais de saúde pública temem que esse número aumente exponencialmente conforme aumenta a resistência aos medicamentos normalmente utilizados.

Em 2014, um estudo solicitado pelo Reino Unido alertou que até 2050 infecções resistentes a antimicrobianos podem ser a principal causa de morte em todo o mundo.

E a “poluição” de antibióticos ajuda a acelerar o desenvolvimento de cepas resistentes, pois antibióticos em excesso atingem os sistemas naturais e influenciam as bactérias que lá habitam. Essa poluição também rompe o delicado equilíbrio ecológico de rios e córregos, alterando a composição das comunidades bacterianas.

Isso pode afetar todos os tipos de processos ecológicos, afirma Emma Rosi, ecologista aquática do Instituto Cary de Estudos do Ecossistema, em Millbrook, Nova York, porque muitas bactérias desempenham papéis essenciais no ecossistema dos rios, por exemplo, ajudando a reciclar nutrientes como carbono ou nitrogênio.

Um grande problema para os cientistas é que ninguém sabe exatamente como, onde e quando os antibióticos vão parar no meio ambiente. Muitos países possuem poucos ou nenhum dado sobre a concentração de antibióticos em seus rios. Então Boxall e colegas decidiram começar a mapear o tamanho do problema.

Pesca de antibióticos

A equipe, que apresentou seus resultados na segunda-feira na Sociedade de Toxicologia e Química Ambiental em Helsinque, reuniu um grupo de colaboradores de todos os cantos do mundo e cada um coletou amostras dos rios de suas localidades: 72 no total, em todos os continentes, exceto na Antártida.

Os cientistas acessavam uma ponte ou píer, jogavam um balde dentro do rio, coletavam um pouco de água como amostra, cuidadosamente filtravam a amostra, a congelavam e a enviavam por correio aéreo para o Reino Unido para análise.

As amostras foram analisadas quanto à presença de 14 tipos diferentes de antibióticos normalmente empregados. Nenhum continente está imune: eles encontraram traços de pelo menos um medicamento em 65% de todas as amostras estudadas.

“O problema realmente é global”, afirma Boxall. Não é surpreendente, diz Rosi, porque “em todos os lugares as pessoas usam medicamentos todos os dias, vemos as evidências correndo rio abaixo.”

Nosso organismo não decompõe os medicamentos e o excesso é excretado na urina ou atinge o esgoto. Em muitos países desenvolvidos, o esgoto – e sua carga de antibióticos – passa por tratamento, mas nem mesmo as usinas de tratamento mais modernas conseguem limpar todos os medicamentos. Em locais onde o esgoto não é tratado, os antibióticos atingem rios e córregos de forma mais direta.

Isso foi demonstrado pelos dados encontrados. As concentrações de muitos desses antibióticos foram mais altas à jusante de usinas de tratamento, em rios próximos de aterros sanitários e em locais aonde o esgoto ia direto para os rios.

Em um rio de Bangladesh, as concentrações de metronidazol, um medicamento normalmente prescrito para infeções cutâneas e orais, estavam 300 vezes acima do limite recentemente determinado e considerado “seguro” para o meio ambiente. Este nível também é superado no Tâmisa, que atravessa Londres.

A ciprofloxacina é a substância que ultrapassa com mais frequência o limite de segurança (detectada em 51 locais), enquanto a trimetoprima, utilizada para o tratamento de infecções urinárias, é a mais detectada.

No Danúbio, o segundo rio mais longo da Europa, os pesquisadores detectaram sete tipos diferentes de antibióticos. Eles encontraram claritromicina, utilizado para tratar infecções do trato respiratório como bronquite, em concentrações quatro vezes acima dos níveis “seguros”.

Segundo este novo estudo, os níveis aceitáveis são ultrapassados com maior frequência na Ásia e África, mas os outros continentes tampouco estão salvos da contaminação, o que revela um “problema global”, ressalta o comunicado, que detalha que os locais mais problemáticos ficam em Bangladesh, Quênia, Gana, Paquistão e Nigéria.

“De certa forma, é como o problema da poluição do plástico”, explica Boxall. “A questão é que não pensamos sobre o destino daquilo que descartamos e tudo o que jogamos fora continua influenciando o meio ambiente.”

Até mesmo discretos traços de antibióticos podem ter efeitos drásticos no desenvolvimento da resistência, afirma William Gaze, ecologista microbiano da Universidade de Exeter. As bactérias são especialmente boas em substituir seus genes, conseguindo evoluir rapidamente em resposta a uma ameaça, como um antibiótico.

Essa evolução pode acontecer na presença até mesmo de baixas concentrações do medicamento, concentrações como as encontradas pelos pesquisadores nos rios de todas as partes do mundo.

Gaze explica que ainda precisam ser realizadas mais pesquisas para que os cientistas compreendam exatamente como a evolução da resistência aos antibióticos funciona. Mas, afirma ele, agora é o momento de as comunidades encontrarem soluções que impeçam que os antibióticos atinjam os rios, pois os possíveis efeitos à saúde humana são extremamente sérios.

“Há uma tendência em dizer que devemos adotar uma abordagem de precaução”, afirma ele. “Mas quando finalmente conseguirmos obter todas as evidências científicas, pode ser tarde demais. É possível que cheguemos a uma era pós-antibiótico, com pessoas morrendo porque arranharam o dedo em uma rosa plantada no jardim e contraíram infecções intratáveis.”

Audiência para tratar do uso da Orla do Lago Paranoá

A Audiência da Vara do Meio Ambiente, desenvolvimento urbano e fundiário que tratará sobre o uso, manejo, preservação da APP da *Orla doLago Paranoá* e adjacências se realizará no dia *15.03.2019, às 14h. No entanto, mudou de local. A data permanece inalterada *15.03.1019,14h*
*O local a ser realizada a audiência será no Auditório Ministro Sepulveda Pertence*, *Fórum de Brasília* – Sede – Forum Des. Milton Sebastião Barbosa, *Bloco A*, térreo e *não mais* no Auditório da Vara do Meio Ambiente – Fórum Verde.

Tal alteração se deveu à necessidade de receber os participantes com maior conforto e segurança, tendo em vista que sala de audiências da Vara do Meio Ambiente-Forum Verde não comporta a quantidade de pessoas que se mostraram interessadas em participar.

Saiba mais: www.tjdft.jus.br

Casos de dengue aumentam mais de 220% em janeiro e fevereiro no DF

Os maiores aumentos foram registrados nas asas Norte e Sul, Cruzeiro, lagos Norte e Sul, Sudoeste e Varjão

O crescimento dos casos de dengue preocupa a saúde pública do Distrito Federal. Nesta quarta-feira (27/2), a Secretaria de Saúde divulgou boletim que mostra que a incidência provável da doença aumentou mais de 220% em apenas um ano. Até 16 de fevereiro deste ano, as unidades de saúde da capital registraram 1.142 casos, quando, em igual período de 2018, apenas 355 pacientes apresentaram sintomas da enfermidade.

O levantamento aponta que cidades da região central de Brasília, que quase não apresentavam casos da doença, passaram a ter maior incidência. No Cruzeiro, por exemplo, o número de casos subiu 700%. Até fevereiro de 2018, apenas uma pessoa foi diagnosticada com a doença, quando, no ano mesmo período deste, oito casos chegaram às unidades hospitalares. Na Asa Sul, os números também assustam: os casos cresceram 650%, passando de 2 para 15.

O boletim destaca que as regiões administrativas asas Norte e Sul, Cruzeiro, lagos Norte e Sul, Sudoeste e Varjão estão entre os locais com maior índice de crescimento da doença. Dentro do período de avaliação, os casos das cidades contabilizam aumento de 236,8%, passando de 19 para 69 registros.

A região leste das unidades de saúde, que comporta Itapoã, Paranoá e São Sebastião foram as regiões onde ocorreram mais casos da doença. As três cidades simbolizam 353 do total de casos, ou seja, 30,9% dos registros.

No total, a Secretaria de Saúde registrou 1.364 casos notificados de dengue. Desse número, 1.284 (94,1%) são moradores do Distrito Federal. Os casos registrados, considerados prováveis, têm um coeficiente de incidência de 36,82 por 100 mil habitantes. O boletim ainda destaca que a aceleração do número de casos “continua preocupante” e que, geralmente, esse aumento só é registrado no fim do verão ou início do outono – entre março e junho.

Mortes também crescem
Em 2019, três pessoas morreram vítimas de dengue no Distrito Federal. Uma delas era de fora da capital, mas foi atendida nos hospitais de Brasília. Em igual período do ano passado, nenhum óbito havia sido registrado por causa da doença.

O aumento no índice da doença e nas mortes acendeu o alerta na Secretaria de Saúde. De acordo com o boletim, as unidades devem reforçar e capacitar as equipes para que elas consigam fazer o reconhecimento da enfermidade para que os pacientes recebam a assistência necessária. “A organização específica do acolhimento para esse cenário pode evitar evoluções graves ou fatais”, frisa o texto.

Previna-se
Além da dengue, o Aedes aegypti pode transmitir zika e a febre chikungunya. Confira os sintomas:

Dengue: a pessoa que tenha viajado nos últimos 14 dias ou more em regiões onde esteja ocorrendo transmissão de dengue deve ficar atenta. Geralmente, os sintomas consistem em febre, entre dois e sete dias, junto a outros sintomas, como náuseas, vômitos, exantema, mialgias, artralgia e cefalia.

Chicungunya: os sintomas consistem em febre de início súbito e artralgia ou artrite intensa com início agudo, sem motivo aparente.

Zika: geralmente, pessoas com a doença apresentam manchas vermelhas pela pele junto a outros sintomas, como febre, olho vermelho sem secreção e prurido, poliartralgia (dores nas articulações) e edema.

Saiba mais em: www.correiobraziliense.com.br

Parque Maria Cláudia de Siqueira Del’Isola

Em abril do ano em curso, o Movimento Maria Cláudia Pela Paz foi procurado por uma moradora da SQS 113, indignada com a violência acontecida com uma universitária. A jovem, diariamente percorria o caminho para o metrô, passando pela lateral do espaço abandonado, entre a 112/113 Sul, quando foi arrastada para a área que deveria ser um espaço de recreação e lazer. Ocorre que a área estava mal iluminada e coberta por um imenso matagal, o que facilitou a ação perversa do agressor.
Do encontro com alguns dos moradores da 113 sul, veio a ideia de se fazer uma ação a favor da vida chamando a atenção do GDF para o crescente índice de violência em nossa cidade.
Ao mesmo tempo, a prefeitura da SQS 113, acionava os órgãos do governo afim de revitalizar aquele espaço, transformando-o em uma área de convivência e que, por iniciativa dos moradores deveria ser chamado de Parque Maria Cláudia de Siqueira Del’Isola, vítima da barbárie humana.
Logo, o deputado Wellington Luiz (que na época do assassinato de Maria Cláudia, era policial civil e acompanhou todo o drama da família) tomou conhecimento do pleito e, não só encaminhou o assunto para um Projeto de Lei como também destinou verba parlamentar para implementação do parque.
Foram realizadas reuniões com o presidente da Novacap e equipe técnica, ficando encarregados do projeto e da realização de algumas obras, além de viabilizar a licitação para aquisição de brinquedos infantis e da construção de um pequeno anfiteatro para realização de encontros de reflexão e cultura. O projeto do parque possibilita a convivência fraterna e fortalecimento de vínculos. O parque também ganhou dois PECs (Pontos de Encontro Comunitário) do deputado Robério Negreiros.
As obras caminham. Nossa vontade é ver concretizado o mais rápido possível um espaço de luz e de amor em nossa capital, como o que certamente será o Parque Maria Cláudia de Siqueira Del’Isola, assim denominado pela lei nº 6.266 do último dia 19 deste mês, sancionada pelo Governador do DF, Rodrigo Rollemberg.
Marta Janeth
Vice-Presidente do Movimento Maria Cláudia Pela Paz