Agosto Dourado: como doar leite, ato de amor que salva vidas

Coordenadora das Políticas de Aleitamento Materno e Banco de Leite Humano do DF ressalta que toda mulher que estiver amamentando é uma doadora em potencial e um pote de leite materno é suficiente para alimentar até 10 bebês

As doações de leite materno são responsáveis por salvar a vida de centenas de recém-nascidos em todo o Distrito Federal. De acordo com a Secretaria de Saúde local (SES/DF), o número de contribuições tem aumentado, mas a necessidade é sempre presente. A máxima é “quanto maior o volume coletado, maior será o número de bebês atendidos”, informa a pasta.

Os dados coletados pela secretaria até o momento apontam que, até junho deste ano, os bancos de leite receberam 9.272 litros de leite materno. No ano passado, de janeiro a dezembro, foram arrecadados 17.976 litros. Esta margem mostra que as doações estão crescendo, mesmo com todas as dificuldades impostas pela pandemia.

Ainda assim, Miriam Santos, coordenadora das Políticas de Aleitamento Materno e Banco de Leite Humano do DF, faz um apelo às mães que estejam amamentando, para que ajudem a aumentar os estoques no DF. “Estamos necessitando de doações, pois a demanda este ano está maior que os outros anos. As mulheres que estão em casa e amamentando seus filhos podem ser doadoras de leite humano e serem solidárias com as mulheres que estão nos hospitais acompanhando seus bebês internados nas unidades neonatais. Elas estarão trazendo esperança para estas mulheres e um acalento na vida delas”, enfatiza.

“Leite Humano é a alimentação padrão ouro para todas as crianças. Para a criança que está internada na Unidade Neonatal e, por motivos variados, as mães não podem alimentá-las, ou mesmo extrair todo leite materno que elas precisam, o uso de leite humano de banco de leite humano é fundamental. Este alimento fornece nutrientes que promove crescimento e desenvolvimento e fatores de proteção para o sistema imunológico”, ressalta.

Ainda segundo a coordenadora, toda mulher que estiver amamentando é uma doadora em potencial, além disso, um pote de leite materno é suficiente para alimentar até 10 bebês. “Neste Agosto Dourado agradecemos a solidariedades das mulheres do DF e Entorno por serem solidárias e salvarem muitas vidas”.

Saiba tudo sobre como doar leite materno

A médica Mariana Carvalho, que é pediatra geral na Secretaria de Saúde no Hospital Materno Infantil de Brasília (HMIB) e sócia da RF Pediatria, explica a importância do leite materno e incentiva as mães a fazerem doações. Confira abaixo as dicas completas:

Qual a importância do leite materno?

A primeira coisa que eu acho importante ressaltar é que as pessoas devem saber que o Agosto Dourado tem esse nome porque o leite materno é considerado um alimento completo e padrão-ouro. Costumamos afirmar que o leite materno é um alimento vivo, ele é produzido conforme as necessidades do bebê. Então, é um alimento completo em teor de água, gordura e proteína.

Além disso, dentro do leite materno existem fatores que auxiliam no crescimento da microbiota intestinal. Assim, é a mãe que seleciona que tipo de bactéria ela quer que cresça na barriguinha do bebê para que ele seja saudável e tenha uma imunidade melhor. Importante ressaltar também que a mãe passa anticorpos pelo leite materno.

Por que é tão importante doar?

A doação é importante porque existem pacientes que precisam ser alimentados com esse leite completo. Principalmente bebês prematuros que estão internados em uma Unidade de Tratamento Intensiva (UTI), por exemplo, e que por vezes nasceram antes da mãe entrar em trabalho de parto ou que tenha a descida do leite prejudicada de alguma forma por conta da prematuridade.

Por ser um alimento completo, com imunoglobulinas e anticorpos, é melhor que o bebê prematuro receba esse “leite vivo” do que um outro artificial. Por isso, as mães que puderem se solidarizar e doar para os bebês que não estão podendo ainda mamar no peito, é uma decisão maravilhosa.

É seguro receber a doação?

O processo de um banco de leite é muito rigoroso. A mãe deve higienizar a mão até os cotovelos, retirar todos os adornos, higienizar as mamas apenas com água e realizar a ordenha. Esse processo pode ser manual ou com a ajuda de uma bombinha elétrica.

O ideal é que esse leite seja colocado em um pote de vidro esterelizado com tampa de plástico ou em saquinhos específicos para guardar leite. Feito isso, a mãe pode levar esse leite até um banco de leite ou até mesmo solicitar que busquem em sua casa.

No banco, o leite passa por um processo de pasteurização e são testadas também a presença de algumas doenças. Se tiver alguma sujidade, fio de cabelo, um grãozinho de poeira qualquer, esse leite para doação é então descartado. Ou seja, é um processo muito seguro para garantir boas condições a quem vai receber e muito criterioso a quem doar.

Quais os benefícios para a mãe e para o bebê?

O leite materno é importante em tudo. Desde o vínculo que ele vai ter com a mãe e até para manter o bebê hidratado. É um alimento nutricionalmente completo. Estudos mostram inclusive que bebês que ingerem leite materno possuem mais pontos de quociente de inteligência (QI).

A imunidade também fica melhor e se desenvolve menos chance de ter otites, pneumonias, bronquiolite, diarreias e gastroenterite. A longo prazo, também o risco de diabetes é diminuído na criança, assim como as chances de câncer de mama na nutriz.

Devemos lembrar também que, amamentar na primeira hora, logo quando o bebê nasce, estimula a produção do leite a ser mais rápida e desenvolve menos risco de hemorragias.

Quem não pode doar?

-Se estiver doente
-Se estiver tomando algum remédio
-Se estiver infectada com vírus de doenças graves, como HIV
-Se tiver consumido drogas ou bebidas alcoólicas

Existe uma quantidade adequada para doar?

A quantidade é quanto a mãe quiser e/ou puder. Vale lembrar também que é possível ir juntando esse leite ao longo dos dias, já que a validade é de 15 dias a partir do primeiro dia que ele foi congelado.

Gesto de amor

Daniella Freire, de 31 anos, é mãe do pequeno Samuel, de apenas três meses, e amamentar e, por consequência, poder doar e ajudar outros bebês, sempre foi um sonho. Ela enfatiza que o processo de adaptação nesta etapa, nunca foi simples, porém, com muita dedicação e carinho, tornou-se gratificante.

Ela conta que o bebê nasceu em um hospital particular de Goiânia-GO e que não teve nenhum acompanhamento sobre amamentação no local. “Ninguém me orientou adequadamente e o meu filho já saiu da maternidade com uma mamadeira. Nem o colostro eu consegui dar. Mas eu não fiquei satisfeita. Assim que eu cheguei em casa com ele, comecei a buscar ajuda nesse sentido”, lembra.

Com a ajuda de uma amiga e enfermeira, o processo começou a evoluir. “Até febre eu tive por conta do leite acumulado. Eu não conseguia tirar, doía muito. Mas, a vontade de ver meu filho mamar era maior e eu não desisti”.

A partir daí, foi orientada a procurar também o Banco de Leite Materno de Santa Maria-DF, onde encontrou profissionais com vasta experiência e pode, enfim, amamentar e ajudar outras pessoas. “É um processo lento mas, se você tiver força de vontade, você consegue. Eu não desisti. Eu passei por muitos problemas durante a gestação, inclusive um luto muito doloroso, e fui adiante. Busquei ajuda no banco de leite, quando o Samuel tinha pouquíssimos dias de vida, e não desisti porque meu sonho de amamentar era maior do que qualquer dor”.

Hoje, felizmente, ela amamenta Samuel tranquilamente. “É uma sensação muito gostosa. Não foi fácil no começo. A romantização do ato é uma falácia. Dói, corta e machuca. Mas depois vale a pena e tudo passa. Hoje apenas sinto felicidade de poder amamentar meu filho e ainda doar meu leite para outros bebês. Eu vivi na pele o quão difícil é amamentar. E saber que meu leite está indo para cuidar de outras crianças que estão em UTIs tem um valor ainda maior. Tão bom poder ajudar!”

Bancos de Leite no Distrito Federal

Para garantir o acesso ao alimento, especialmente para os bebês cujas mães têm dificuldade na produção, ou que estão internados em UTIs, existem os Bancos de Leite Humano. No Distrito Federal são dez em funcionamento, além de três postos de coleta de leite. Confira aqui o mapa completo e encontre o mais perto de você!

A Secretaria de Saúde do DF informa também que se você está amamentado e deseja se tornar uma doadora, basta entrar em contato pelo número 160, opção 4, ou pelo site Amamenta Brasília. Após o agendamento, uma equipe do Corpo de Bombeiros irá até a residência da doadora para fazer a retirada.

Conheça a rota de coleta realizada pelos Bombeiros Militares do DF clicando aqui.

Fonte: www.correiobraziliense.com.br

Saiba quem pode se vacinar contra a covid-19 nesta segunda-feira

Serão aplicadas vacinas da primeira dose em pessoas com 30 anos ou mais e da segunda dose seguindo a data do cartão de vacinação

Nesta segunda, pessoas com 30 anos ou mais podem tomar a primeira dose da vacina contra a covid-19 -  (crédito: Minervino Junior/ CB DA Press)
Nesta segunda, pessoas com 30 anos ou mais podem tomar a primeira dose da vacina contra a covid-19 – (crédito: Minervino Junior/ CB DA Press)

Nesta segunda-feira (9/8), as vacinas contra a covid-19 da D1, primeira dose, serão aplicadas em pessoas com 30 anos ou mais, gestantes e puérperas, e as D2, segunda dose, em quem tiver o período indicado no cartão de vacina. Os pontos de vacinação contra a covid-19 estarão abertos das 9h às 17h, atendendo tanto pedestre quanto na modalidade drive-thru.

Para quem for se vacinar, é necessário levar o cartão de vacinação e o documento de identidade com foto. A Secretaria de Saúde destaca que, para quem vai iniciar o ciclo imunizante, não será possível escolher a vacina. Veja abaixa a lista de locais onde se vacinar:

Pontos de vacinação contra a covid-19 desta segunda-feira (9/8)
Pontos de vacinação contra a covid-19 desta segunda-feira (9/8)(foto: Divulgação/ Secretaria de Saúde)
Pontos de vacinação contra a covid-19 desta segunda-feira (9/8)
Pontos de vacinação contra a covid-19 desta segunda-feira (9/8)(foto: Divulgação/ Secretaria de Saúde)

Com informações da Secretaria de Saúde

Fonte: https://www.correiobraziliense.com.br/cidades-df/2021/08/4942555-saiba-quem-pode-se-vacinar-contra-a-covid-19-nesta-segunda-feira.html?utm_source=whatsapp&&utm_medium=whatsapp

Oração de agosto

AMBIENTAÇÃO E MATERIAL

  • É importante que o ambiente seja organizado em círculo.
  • Deixar o espaço no centro do círculo no qual podem ser colocados alguns símbolos.

ACOLHIDA

O(A) animador(a) ou alguém da família que for conduzir o momento orante, deve:

  1. Solicitar as pessoas que se coloquem em um momentinho de silêncio, fazendo uma respiração consciente. Respirar é um ato primitivo, não complexo. Não precisamos pensar para respirar, mas é algo primordial em nossa vida. Só damos importância quando nos faz falta, como para muita gente nesse momento de pandemia.
  2. Inspirar e expirar de forma lenta e suave. Colocar o coração no coração de Deus.
  3. Se possível, utilizar de fundo a música instrumental do seguinte link: https://www.youtube.com/watch?v=7hK5QwxV42U.

Após o momento de respiração consciente, fazer as seguintes leituras:

  1. Uma pequena história

Durante esses vinte anos de trabalho no meio do povo, comecei a compreender cada vez com maior clareza que a pior enfermidade de nossos dias não é a lepra ou a tuberculose, mas a falta de afeto, a sensação de não ser querido, de não ser amado pelos outros.

Se cada pessoa humana começasse a dar alguma coisa do que possui e se preocupasse pelas necessidades do próximo, então todos colaboraríamos para a paz do mundo.

Nossos pobres são pessoas admiráveis e muito afetuosas. Não precisam de nossa piedade ou compaixão. Precisam de nosso amor, de nossa compreensão e respeito. (Madre Tereza de Calcutá).

b) Leitura bíblica em Mt 25, 31-36

RODA DE CONVERSA (Após as leituras dos dois textos partilhar os seguintes questionamentos):

1) Quando vemos alguém precisando de ajuda, como nos comportamos?
2) Quais foram as atitudes de solidariedade que praticamos nas últimas semanas?

O QUE NOS DIZ O PAPA FRANCISCO

“A fé que não se faz solidariedade, é uma fé morta. É uma fé sem Cristo, uma fé sem Deus, uma fé sem irmãos. O primeiro a ser solidário foi o Senhor, que escolheu viver entre nós, escolheu viver no nosso meio.” (Homilia do Papa Francisco, proferida no Paraguai, em 12/07/2015).

Finalizar com a seguinte oração e logo após, uma música definida pelo grupo.

Senhor, Deus da vida. Criador de todas as coisas, fonte de todo o bem. Senhor do tempo e da história, dai-nos um espírito de solidariedade capaz de partilhar o pão, respeitar o diferente, promover e servir a vida, construir a paz, cultivar a verdade, implantar a justiça, cuidar da criação e crescer sempre na fraternidade e na comunhão. Amém

(Adaptada: Autor desconhecido)

Ação humana é responsável por mudanças no clima sem precedentes, diz ONU

Planeta aqueceu 1,07ºC e pode chegar a 1,5°C ainda nesta década, segundo dados do IPCC

O relatório do do Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC), da Organização das Nações Unidas (ONU), publicado nesta segunda-feira (9/8), aponta que são inquestionáveis os impactos provocados pelo ser humano nas mudanças climáticas. Segundos os dados, a ação humana provocou um aumento de 1,07ºC na temperatura da terra.
“É inequívoco que a influência humana aqueceu a atmosfera, o oceano e a Terra. Ocorreram mudanças rápidas e generalizadas na atmosfera, no oceano, na criosfera e na biosfera”, diz a análise. Esta é a primeira vez que o relatório quantifica o impacto da ação humana nas mudanças climáticas.
O documento aponta que o planeta pode chegar ao aumento de 1,5°C já na próxima década, antes do previsto pelo relatório anterior, caso as emissões de dióxido de carbono não sejam freadas. Dessa forma, o planeta não conseguiria cumprir a meta estabelecida durante a COP21, no Acordo de Paris. A conclusão é que não é mais possível impedir o avanço do aquecimento global nos próximos 30 anos.

Na mesma semana que a Grécia e a Califórnia sofrem com incêndios florestais sem precedentes, o relatório, intitulado Climate Change 2021: The Physical Science Basis, conclui que todas as regiões do mundo estão sendo afetadas por eventos extremos e que esses eventos vão se tornar ainda mais frequentes casos algo não seja feito. “Todas as regiões do globo já são afetadas por eventos extremos como ondas de calor, chuvas fortes, secas e ciclones tropicais provocadas pelo aquecimento global”, diz.

Além disso, é ressaltado que os impactos dessas mudanças já vinha sendo avisado há anos. “Já sabemos há décadas que o mundo está esquentando, mas o relatório nos diz que mudanças recentes no clima são disseminadas, rápidas e se intensificam, de maneira sem precedentes em milhares de ano”, alerta Ko Barrett, vice-presidente do painel.

Pela primeira vez, o relatório também fala sobre a necessidade de cortar as emissões de metano para conter o efeito estufa. A maior parte da produção desse gás vem da agricultura e da pecuária. “A estabilização do clima exigirá reduções fortes, rápidas e sustentadas nas emissões de gases de efeito estufa e alcançar emissões líquidas zero de CO2. Limitar outros gases de efeito estufa e poluentes do ar, especialmente o metano, pode trazer benefícios tanto para a saúde quanto para o clima ”, disse o copresidente do painel Panmao Zhai.

De acordo com o WWF Brasil, o relatório traz um alerta a mais para o Brasil: a necessidade ainda maior de preservação da Amazônia, já que ela é um dos grandes sumidouros naturais de carbono do planeta.
“Certamente não precisamos de um novo relatório para nos dizer que estamos em uma emergência climática: ela já afeta milhões de pessoas em todo o mundo, inclusive no Brasil, onde já pagamos mais caro pela energia elétrica, por nossa comida e estamos em sério risco hídrico por causa do clima. No Brasil, onde boa parte de nossa energia já é limpa, o desafio é zerar todo o desmatamento, que é o que nos coloca como sexto maior emissor de gases de efeito estufa no mundo”, diz Maurício Voivodic, diretor executivo do WWF-Brasil.

Para o Secretário-geral da ONU, Antonio Guterres, os dados são um “alerta vermelho” para a humanidade. “Esse relatório precisa soar como uma sentença de morte para carvão mineral e combustíveis fósseis antes que eles destruam o nosso planeta”, afirmou.

Fonte : correiobraziliense.com.br

Cresce o número de interessados em adoção durante a pandemia no DF

Mais processos de inscrição ao amparo foram abertos, totalizando 200 pedidos, superior à média de 110 famílias inscritas em anos anteriores. Para especialista, aumento está diretamente relacionado ao isolamento social da pandemia da covid-19

 (crédito:   Marcelo Ferreira/CB/D.A Press                         )

Os processos de acolhimento de crianças e adolescentes não foram interrompidos pela pandemia. No entanto, segundo levantamento da Vara da Infância e da Juventude do Distrito Federal (VIJ/DF), o número de adoções caiu em 2020 quando comparado a 2019: 65 contra 71. No entanto, foram registrados 200 novos pedidos de abertura dos processos de acolhimento, uma procura maior que a média registrada em anos anteriores, de 110 famílias.

O supervisor da Seção de Colocação em Família Substituta da VIJ-DF (SEFAM/VIJ), Walter Gomes, explica que o aumento dos processos de inscrições está diretamente relacionado ao isolamento social, consequência da pandemia da covid-19. Para ele, o maior tempo de permanência no ambiente doméstico serviu para despertar o interesse em vínculos de filiação. “Os pais, mais conscientes, fizeram uma reciclagem das suas funções paternas-maternas em relação aos filhos. Os que já tinham a semente do vínculo adotivo acabaram refletindo de maneira apurada e amadureceram esse desejo, que se transformou em um projeto”, diz.

Para Walter, a redução de adoções não é atribuída à pandemia, mas sim ao aumento de reintegrações de crianças e adolescentes às famílias de origem. Aproximadamente 170 jovens passaram por esse processo, segundo dados da VIJ/DF. Em 2019, ocorreram 123 reintegrações. Walter ressalta que a adoção é sempre uma medida excepcional. “O juiz só permite o cadastramento quando há total incapacidade do retorno à sua família de origem. Quando a família deixa de ser protetiva”, pontua. Além disso, houve uma queda no número de crianças entregues voluntariamente à adoção.

A alta procura de interessados em adotar fez com que o Sistema de Justiça no Brasil fizesse adaptações para que meninos e meninas do DF pudessem ter seus direitos resguardados. A explicação que Walter dá ao Correio é que, com as atividades suspensas, devido à pandemia, o sistema precisou ser digitalizado. As conversas psicossociais passaram a ser feitas por meio de vídeo chamadas e aplicativos.

“As entrevistas foram conduzidas de forma remota e, claro, sempre com limitações. Por meio dos recursos tecnológicos, realizamos entrevistas online e pedimos aos próprios candidatos que apresentem suas casas. Foi a forma encontrada para cumprir esse protocolo das avaliações dos candidatos”, explica o supervisor de Colocação em Família Substituta da VIJ-DF (Sefam/VIJ). Em abril, cerca de 350 famílias vinculadas ao processo de habilitação para adoção passaram pelo curso preparatório.

Sonho realizado

Foi durante a pandemia que a assistente social Thais Lopes Lino Fonseca, 33 anos, e o consultor comercial Antoniel Fonseca Soares Lopes, 39, decidiram adotar. Eles contam que têm vontade de adotar há muitos anos. “Desde a minha adolescência, eu sempre tive esse desejo pela adoção. Eu tive alguns amigos que eram adotados, então fazia parte da minha convivência. Quando conheci Thaís, ela dizia que tinha esse sonho também. Tudo isso só se fortaleceu quando nos juntamos”, garante Antoniel.

Os dois deram início ao processo de adoção em 2017, na VIJ/DF. De acordo com Thaís, depois de entregarem os documentos, fizeram o curso de capacitação que a justiça exige. No final, foram avaliados, habilitados e inseridos no Cadastro Nacional de Adoção (CNA) e no cadastro do DF. A jovem conta que o perfil da família foi para um grupo de irmãos. “O período de espera não é fácil, é angustiante pensar que nossos filhos estão em algum contexto de violência”, conta a assistente social.

Foi em maio de 2020 que o casal recebeu a ligação que mudaria suas vidas. Por meio de uma busca ativa do grupo de apoio Aconchego, foram informados sobre quatro irmãos: uma menina de 11 anos e três meninos de 9, 6 e 3 anos. “Não tínhamos dúvida de que aquelas crianças eram os nossos filhos”, diz Thaís. Para o casal, a parte mais difícil foi não ter contato direto com as crianças em razão da pandemia. “Começamos nosso processo de estágio de convivência em plena pandemia. Foi um desafio, pois precisamos tomar muito cuidado com as questões de limpeza no período das visitas ao abrigo”, recorda a assistente social.

Agora, o casal aguarda para finalizar o processo de adoção. “Nosso estágio foi encerrado, mas ainda não finalizamos. Isso é o mais angustiante. Não ter a certidão de nascimento dos nossos filhos, com nosso nome e ainda ter que esperar que a Justiça finalize o processo de destituição do poder familiar”, conta Thaís. “Nossos dias em casa são cheios de alegria, mas também de desafios. Nossos filhos precisavam de amor e cuidado, e nesse um ano em casa temos conseguido dar isso a eles”, afirma.

Surpresa em dobro

O desejo de adotar veio junto com o casamento tardio de Wanda Maciel Marques, 57 anos, e Antônio da Conceição Marques, 54. Pelos riscos de uma gravidez com mais de 40 anos, o casal decidiu entrar com o pedido de adoção logo após o casamento, em 2008. O processo se estendeu por quatro anos e meio e, em 2013, João Felipe chegou para alegrar a família com um ano e um mês de idade. O perfil que o casal pediu era que a criança se parecesse um pouco com os dois fisicamente, tivesse entre 0 e 3 anos e poderia vir com um irmão ou irmã.

A convivência no núcleo familiar foi tão boa que eles decidiram aumentar, e em uma conversa com o filho veio o pedido: “Quero ter uma irmã”. “A gente sempre perguntava para ele sobre essa possibilidade, crescemos com irmãos e queríamos dar essa experiência para ele também. Mas ele não queria um menino, queria uma menina. A certeza veio na justificativa dele, ‘eu vou ser o herói e o cavalheiro dela’. Quando ele me falou isso, não tive dúvidas e iniciei o processo de adoção novamente em 2014”, conta Wanda.

Mas a espera se alongou mais, com seis anos, até ter o pedido concretizado. “Estava perdendo as esperanças. Veio a pandemia e nada. Então abrimos a possibilidade de ser com um irmão”, explica a servidora pública aposentada. “No início deste ano, eu pus um limite. Se não desse certo até o fim do ano, a gente desistiria. Esperamos demais e estamos envelhecendo também, por mais que tenhamos vontade, não teríamos pique para acompanhar”, comenta.

Em 6 de março, a notícia tão esperada. Havia uma menina (4 anos) para adoção que se encaixava no perfil do casal, mas vinha com um irmão (1 ano). Uma surpresa dupla que animou Wanda e António que, mesmo antes de ver as crianças, deram a confirmação, “é nosso”. Foram 12 dias indo de Sobradinho, onde o casal mora, a Taguatinga, para ter contato com os futuros filhos. “Levávamos várias mudas de roupa para trocar na hora que a gente chegava e depois na saída, todos os protocolos necessários para protegê-los contra a covid-19”, relata.

A pandemia também impactou na recepção das duas crianças à nova família. Sem poder ter um chá de boas vindas presencialmente, o casal contou o apoio de amigos e familiares, que mandaram mensagens positivas de forma virtual. “Mandaram roupas, brinquedos, sapatos, fraldas. Fizemos um mural com quase 300 mensagens”, conta Wanda. “E em uma pandemia onde há tantas perdas, ver um movimento de vida faz toda a diferença”, comenta a aposentada. Para ela, todo esse carinho serviu de suporte nos momentos mais difíceis de adaptação.

Nova família, e agora?

https://9da838eee59088fdef6298d77d3e24ce.safeframe.googlesyndication.com/safeframe/1-0-38/html/container.html O processo de adaptação não é fácil para os pais, e é menos ainda para o adotado. De acordo com a psicóloga Maria da Penha Oliveira, o processo dos pais é semelhante ao das crianças e adolescentes. Um dos pontos prejudiciais que surgiram com a pandemia da covid-19, segundo a especialista, foi o processo acelerado de apresentação das famílias.

Em alguns aspectos, isso pode ser prejudicial, uma vez que as crianças vêm de outros contextos sociais. “São vocabulários desconhecidos, que a família precisa estar preparada para traduzir. Existe um tempo e isso não pode ser apressado. Eu conheço famílias que fizeram toda a linha de convivência de forma virtual. Eles pensaram, estudaram estratégias para receber o adotado, mas a criança chegou com uma outra bagagem e a família demorou até se adaptar”, diz. “É uma montanha-russa de emoção. Esse pós-parto adotivo exige muito de todas as partes, seja da criança, seja da família”, pontua a psicóloga.

Perfil clássico

Atualmente, são 128 crianças e adolescentes cadastrados para adoção, segundo dados da VIJ/DF e são 526 famílias habilitadas para adoção, sendo que 95% desejam adotar crianças de zero a 2 anos, saudáveis e sem irmãos. De acordo com o supervisor da Seção de Colocação em Família Substituta da VIJ/DF (SEFAM/VIJ), Walter Gomes, há incompatibilidade entre o perfil dos disponibilizados e pretendentes. “Isso é um reflexo de todo país. Em nível nacional, no Sistema Nacional de Adoção e Acolhimento (SNA), você vai ter uma estimativa de cerca de 4.800 crianças e adolescentes cadastrados em nível nacional, e a quantidade de pretendentes é cerca de 42 mil famílias em todo o território”, diz.

O perfil clássico — crianças de zero a 2 anos, saudáveis —, é o menor disponibilizado, e isso impacta no tempo de espera. “Quanto menor a pretensão do perfil, maior o tempo de espera. Se você especifica o desejo de adotar, o tempo é abreviado em 90%”. “A diferença no tempo de concretização é impactante. Se você se habilita querendo adotar o perfil clássico, é preciso esperar cinco a seis anos para concretizar o sonho. Se você se habilitar hoje, com o perfil pretendido flexibilizado para adotar dois irmãos entre 8 e 2 anos, por exemplo, na semana que vem já pode iniciar o estágio de convivência”, garante Walter Gomes, supervisor da Seção de Colocação em Família Substituta da VIJ/DF. https://9da838eee59088fdef6298d77d3e24ce.safeframe.googlesyndication.com/safeframe/1-0-38/html/container.html

Etapas do processo

1ª fase – habilitação: o candidato dá início ao processo formal de inscrição com vistas à adoção junto à Vara da Infância e da Juventude do Distrito Federal. Participa do curso de preparação psicossocial, passa por entrevistas técnicas, o Ministério Público se manifesta concordando ou não com o pedido de inscrição e o juiz irá proferir, concordando ou não, para a inserção no Cadastro Nacional de Adoção.

2ª fase – a espera: quando o candidato está com o nome no sistema nacional de adoção e aguarda ser chamado para conhecer a criança, de acordo com o perfil estabelecido no cadastro.

3ª fase – estágio de convivência: onde o candidato será apresentado para a criança e iniciará a convivência, por meio de visitas, estreitando o laço afetivo.

4ª fase – construção do vínculo: consolidação dos vínculos, e a equipe técnica vai reportar ao juiz que a adoção atingiu os seus objetivos e a sentença pode ser proferida.

Números

Em 2020, 65 adoções foram feitas, 9% menor que 2019

Em 2020, 200 processos de inscrição ao acolhimento foram abertos, superando a média de 110 famílias inscritas em anos anteriores

Em 2020, 170 jovens passaram pelo processo de reintegração. Em 2019, haviam sido 123 reintegrações

Atualmente, há 128 crianças e adolescentes cadastrados para adoção

Há 526 famílias habilitadas para adoção, sendo que 95% desejam adotar crianças de zero a dois anos

Fonte: VIJ/DF

Fonte: https://www.correiobraziliense.com.br/cidades-df/2021/07/4939730-cresce-o-numero-de-interessados-em-adocao-durante-a-pandemia-no-df.html?utm_source=whatsapp&&utm_medium=whatsapp

Covid longa: mais de cinco sintomas é sinal de alerta; veja sequelas mais comuns

Cientistas listam condições observadas em pacientes que sofrem com a persistência de sintomas após a fase aguda da infecção pelo Sars-CoV-2. Estudo inclui dados médicos de 3.762 pessoas de 56 países. A maioria, 96%, enfrentou o problema por ao menos 90 dias

No maior estudo já realizado sobre a covid longa — persistência de sintomas após a fase aguda da doença —, uma equipe de pesquisadores liderados pela Universidade College London, na Inglaterra, detectou 203 condições que afetam 10 sistemas e órgãos de ex-pacientes. De fadiga a disfunção sexual, passando por descontrole da bexiga, alucinação e palpitação cardíaca, algumas chegam a permanecer por até sete meses, segundo o artigo publicado na revista EClincialMedicine, no grupo Lancet.

A pesquisa incluiu dados de 3.762 pessoas de 56 países, incluindo Brasil. Os participantes foram contatados por meio do grupo Covid-19 on-line, que criou uma pesquisa respondida pela internet na qual eles deveriam relatar sintomas da doença longa confirmados ou suspeitos, além de informar sobre como isso impactou na vida diária e no trabalho. Das 203 condições descritas, os pesquisadores monitoraram 63 ao longo de sete meses.

A ampla gama de sintomas incluiu tremores, coceira na pele, alterações no ciclo menstrual, herpes zoster, perda de memória, visão turva, diarreia e zumbido, entre outros. Os mais comuns foram fadiga, mal-estar pós-esforço (piora dos sintomas após esforço físico ou mental) e disfunção cognitiva, geralmente chamada de névoa cerebral.

Os resultados indicaram que a probabilidade de os sintomas permanecerem além de 35 semanas (mais de sete meses) foi de 91,8%. Dos 3.762 entrevistados, 96% relataram sofrê-los além de 90 dias, 2.454 os apresentaram por pelo menos seis meses e apenas 233 se recuperaram completamente no período do estudo.

Os pesquisadores constataram que o tempo de recuperação tem associação com a data em que os sintomas atingiram o pico: no caso daqueles recuperados em menos de 90 dias, isso aconteceu na segunda semana pós-fase aguda; já entre os que levaram mais tempo para se verem livres das sequelas, o auge foi no segundo mês. Quase 90% dos pacientes tiveram recaídas, sendo o exercício, a atividade física ou mental e o estresse os principais desencadeadores. Quarenta e cinco por cento relataram a necessidade de um horário de trabalho reduzido e 22,3% não estavam trabalhando no momento da pesquisa.

“Pela primeira vez, um estudo ilumina o vasto espectro de sintomas, particularmente neurológicos, prevalentes e persistentes em pacientes com covid longa”, comenta a principal autora, Athena Akrami, neurocientista da Universidade College London. Segundo ela, a maioria dos países foca os programas de recuperação na reabilitação respiratória, negligenciando importantes sequelas.

“Perda de memória e disfunção cognitiva, experimentadas por mais de 85% dos entrevistados, foram os sintomas neurológicos mais difundidos e persistentes, igualmente comuns em todas as idades e com impacto substancial no trabalho”, continua. “Dores de cabeça, insônia, vertigem, neuralgia, alterações neuropsiquiátricas, tremores, sensibilidade a ruído e luz, alucinações (olfatórias e outras), zumbido e outros sintomas sensório-motores também foram comuns e podem apontar para maiores questões neurológicas envolvendo o sistema nervoso central e periférico”, destaca Akrami.

A neurocientista destaca que há “uma necessidade clara de ampliar as diretrizes médicas para avaliar uma gama muito mais ampla de sintomas ao diagnosticar a covid longa”. “Além disso, é provável que haja dezenas de milhares de pacientes sofrendo em silêncio, sem saber se seus sintomas estão relacionados à covid”, diz.

Assistência urgente

Para Anna Brooks, imunologista celular da Universidade de Auckland, na Austrália, identificar e tratar esses pacientes é urgente. “Atualmente, não há testes diagnósticos de rotina que possam ser aplicados a essa condição crônica complexa multissistêmica, razão pela qual a pesquisa é urgentemente necessária para tentar descobrir mecanismos ou biomarcadores para ajudar no cuidado de longo prazo. Já ouvi inúmeros relatos de pacientes sendo recusados, negados em consultas ou mesmo tratados como se fossem infecciosos quando apresentam sintomas de covid longa —realmente parece haver uma falta geral de compreensão nos sistemas de saúde, e é de quebrar o coração ouvir essas histórias.” Segundo Brooks, pessoas nessa situação sentem-se “completamente ignoradas e dispensadas pelos profissionais de saúde”.

Na avaliação de Athena Akrami, as diretrizes clínicas sobre a avaliação da covid longa devem ser ampliadas “significativamente” além dos testes de função cardiovascular e respiratória aplicados, passando a incluir sintomas neuropsiquiátricos, neurológicos e de intolerância à atividade física. “É verdade que muitas pessoas têm falta de ar, mas também têm muitos outros problemas e sintomas, o que requer uma abordagem clínica mais holística.”

Os resultados do estudo da Universidade College Londres estão em consonância com outra pesquisa, divulgada há três dias, na revista Plos One. Com um universo menor de participantes — 431, todos moradores de Zurique, na Suíça. Os cientistas constataram que 26% deles não haviam se recuperado totalmente em seis a oito meses após o diagnóstico inicial da covid-19. No geral, 55% dos pacientes relataram fadiga, 25% tiveram algum grau de falta de ar e 26% apresentaram sinais de depressão. Ainda não existem estudos de grande porte que estimem quantos pacientes de covid sofrerão da forma longa da doença. Uma pesquisa da Universidade de Genebra, na Suíça, com 700 pessoas encontrou um percentual de 33% de indivíduos com sintomas prolongados.

» Nova vacina em teste

Uma candidata à vacina para covid-19 à base de proteína combinada com um potente adjuvante forneceu proteção eficaz contra o Sars-CoV-2 quando testada em animais, sugerindo que a associação poderia adicionar mais um imunizante promissor para uso humano. O antígeno proteico, baseado no domínio de ligação ao receptor (RBD) do Sars-CoV-2, foi expresso em leveduras em vez de células de mamíferos — o que os autores dizem que poderia permitir um processo de produção escalável, estável à temperatura e de baixo custo, adequado para implantação no mundo em desenvolvimento. O estudo é da Universidade de Emory e foi publicado na revista Science Immunology.

Mais de cinco sintomas é sinal de alerta

A presença de mais de cinco sintomas da covid-19 na primeira semana de infecção está significativamente associada ao desenvolvimento de covid longa, independentemente da idade ou do sexo, de acordo com uma nova revisão publicada no Journal of the Royal Society of Medicine. O estudo, liderado pela Universidade de Birmingham, resume as pesquisas atuais sobre a prevalência de complicações da doença. Os cientistas destacaram as 10 sequelas mais comuns: fadiga, falta de ar, dor muscular, tosse, dor de cabeça, dor nas articulações, dor no peito, cheiro alterado, diarreia e paladar alterado.

Os pesquisadores também identificaram dois grupos de sintomas principais de covid longa: aqueles compostos exclusivamente por fadiga, dor de cabeça e queixas respiratórias superiores; e os com queixas multissistêmicas, incluindo febre contínua e sintomas gastroenterológicos.

“Pessoas que vivem com covid longa geralmente se sentem abandonadas e dispensadas por profissionais de saúde e recebem aconselhamento limitado ou conflitante. Mais de um terço dos pacientes em um dos estudos incluídos na revisão relataram que ainda se sentiam mal ou em pior condição clínica em oito semanas do que no início da doença”, diz o autor principal, Olalekan Lee Ayiegbusi.

Probabilidade de cepas mais perigosas

Em um comunicado divulgado ontem, o Comitê de Emergência da Organização Mundial da Saúde (OMS) alertou sobre a “forte probabilidade” de surgimento de novas variantes do coronavírus que seriam “mais perigosas”. “A pandemia está longe de acabar”, afirmam os especialistas, encarregados de aconselhar o diretor-geral da agência. Eles se reuniram por videoconferência na quarta-feira.

“Existe uma forte probabilidade de que surjam e se transmitam novas variantes preocupantes, possivelmente mais perigosas e mais difíceis de controlar” do que as já registradas, acrescentaram. “As tendências recentes são preocupantes. Dezoito meses depois de declarar a emergência de saúde pública internacional, continuamos correndo atrás do coronavírus”, destacou, em coletiva, o presidente do comitê, o francês Didier Houssin.

Até agora, a OMS registrou quatro variantes classificadas como preocupantes: Alfa, Beta, Gama (a brasileira) e Delta. Essa última, encontrada, pela primeira vez, na Índia, se espalha com grande velocidade em todo o mundo, provocando um forte agravamento da pandemia porque é muito mais contagiosa e apresenta um pouco mais de resistência às vacinas, embora elas continuem protegendo nos casos mais graves de covid-19.

Fonte: Correio Braziliense

Marinésio é condenado a 37 anos por feminicídio de advogada

O julgamento começou às 9h, em sessão restrita, por se tratar de um caso de violência contra a mulher. De acordo com o advogado de Marinésio, a defesa recorrerá

Após 12 horas de julgamento, Marinésio Olinto, 45 anos, responsável pelo feminicídio da advogada Letícia Curado foi condenado a 37 anos de prisão, em regime fechado, pelo Tribunal do Juri de Planaltina. Marinésio está preso na Penitenciária do Distrito Federal (PDF1) desde maio do ano passado, quando foi condenado pelo estupro de uma adolescente.

O julgamento começou às 9h, em sessão restrita, por se tratar de um caso de violência contra a mulher. A representante do Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT) foi a promotora Nathália da Silva. De acordo com o advogado de Marinésio, Marcos Venício Fernandes, a defesa recorrerá “sob a alegação de que os jurados, em relação aos outros crimes, julgaram de forma contrária às provas dos autos”.

Memória
Em 23 de agosto de 2019, a advogada Letícia Curado esperava o ônibus em uma parada entre o Vale do Amanhecer e a DF-230, em Planaltina. Ela estava a caminho do trabalho, no Ministério da Educação (MEC), órgão no qual era servidora. Contudo, ela não chegaria ao destino.

Marinésio passou de carro pela parada e ofereceu uma carona à jovem. Dentro do veículo, ele tentou estuprá-la, mas Letícia reagiu. Diante da reação, o homem a estrangulou e ela morreu asfixiada. Letícia deixou marido e um filho, hoje com cinco anos.

Em seguida, Marinésio escondeu o corpo da vítima dentro de uma manilha e roubou os pertences da servidora, como uma necessaire, um relógio e um pendrive. Os objetos foram encontrados dentro do automóvel quando ele foi preso em flagrante.

Além do homicídio, ele também responde pelos crimes de tentativa de estupro, furto e ocultação de cadáver. À polícia, ele confessou que já conhecia Letícia, pois pegou o mesmo ônibus que ela para o Plano Piloto em outra ocasião, e deu detalhes do assassinato.

Fonte: www.correiobraziliense.com.br

Começa julgamento de Marinésio pelo feminicídio de advogada

Tribunal do Juri de Planaltina vai analisar o caso da morte de Letícia Curado. Réu, que confessou crime, vai responder por homicídio quintuplamente qualificado


O julgamento de Marinésio Olinto pelo feminicídio da advogada Letícia Curado começou às 9h manhã desta segunda-feira (21/6). A definição pela culpa ou absolvição do réu pelo homicídio quintuplamente qualificado será proferida pelo Tribunal do Juri de Planaltina.
Por se tratar de violência contra a mulher, o caso tramita em segredo de justiça e, por isso, a sessão de julgamento será restrita. A representante do Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT) será a promotora Nathália da Silva. A previsão é de que a sentença seja determinada no fim da tarde.

Relembre o caso
Em 23 de agosto de 2019, a advogada Letícia Curado esperava o ônibus em uma parada entre o Vale do Amanhecer e a DF-230, em Planaltina. Ela estava a caminho do trabalho, no Ministério da Educação (MEC), órgão no qual era servidora.
Contudo, ela não chegaria ao destino: Marinésio passou de carro pela parada e ofereceu uma carona à jovem. Dentro do veículo, ele tentou estuprá-la, mas Letícia reagiu. Diante da reação, o homem a estrangulou e ela morreu asfixiada. Letícia deixa o marido e um filho, hoje com cinco anos.
Em seguida, Marinésio escondeu o corpo da vítima dentro de uma manilha e roubou pertences como uma necessaire, um relógio e um pendrive. Os objetos foram encontrados dentro do automóvel quando ele foi preso em flagrante.
Por isso, além do homicídio, ele também responde pelos crimes de tentativa de estupro, furto e ocultação de cadáver. À polícia, ele confessou que já conhecia Letícia, pois pegou o mesmo ônibus que ela para o Plano Piloto em outra ocasião, e deu detalhes do assassinato.

Outras condenações
Esse não foi o único crime de Marinésio. Quando o caso do assassinato de Letícia Curado veio à tona, outra vítima reconheceu o homem e o denunciou por estupro. Segundo o relato da mulher, que, na época, abril de 2019, tinha 17 anos, ela foi violentada após ser coagida a entrar no carro de Marinésio, no Paranoá.
Por esse crime ele já foi condenado a 10 anos de prisão. Contra ele, ainda há a denúncia do homicídio de outra mulher, Genir Pereira de Sousa, em Planaltina, e pelo menos outros três estupros.

fonte: https://www.correiobraziliense.com.br/

Marinésio Olinto irá a júri popular pelo feminicídio de Letícia Curado

Sessão no Tribunal do Júri de Planaltina está marcada para a próxima segunda-feira (21/6), às 9h. Crime ocorreu em agosto de 2019

Marinésio Olinto dos Santos vai a juri popular na próxima segunda-feira (21/6) pelo assassinato de Letícia Sousa Curado de Melo, 26 anos. A sessão no Tribunal do Júri de Planaltina está marcada para começar às 9h. Ele é acusado pelo homicídio quintuplamente qualificado da funcionária terceirizada do Ministério da Educação, morta em agosto de 2019.

Entre as qualificadoras apontadas pela Promotoria de Justiça em setembro de 2019, Marinésio responde pelo feminicídio de Letícia Curado, por motivo torpe, meio cruel, dissimulação e crime praticado para assegurar impunidade de outro crime. O Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT) também apresentou denúncias contra ele por tentativa de estupro, furto e ocultação de cadáver.

Para o promotor de Justiça Nathan da Silva Neto, o julgamento de Marinésio por jurados da comunidade é uma mensagem importante contra a violência de gênero. “Trata-se de um crime caracterizado pelo menosprezo e desprezo da figura feminina. Nós estamos falando de um verdadeiro crime de ódio contra as mulheres. Por isso, a condenação de Marinésio é tão importante, envia uma mensagem clara à sociedade de que não se tolera mais nenhuma forma de discriminação, de preconceito, de violência contra as mulheres de Planaltina e do Distrito Federal”, ressaltou.

“Crimes dessa natureza são inaceitáveis e devem ser punidos com todo o rigor da lei. A nossa expectativa é de que Marinésio seja condenado à altura dos atos praticados”, afirmou o promotor de justiça Nathan da Silva. Caso seja condenado, a pena pode ultrapassar 40 anos de reclusão.

Relembre o caso

A última vez que Letícia Curado foi vista com vida, foi na manhã de 23 de agosto de 2019, em uma parada de ônibus entre o Vale do Amanhecer e a DF-230. Ela estava esperando o transporte público para ir trabalhar no Ministério da Educação. De acordo com as investigações, Marinésio ofereceu carona para Letícia e, quando ela estava dentro do carro, tentou forçá-la a ter relações sexuais com ele.
Letícia reagiu e Marinésio esganou a vítima, que morreu asfixiada. Ele escondeu o cadáver dentro de uma manilha à margem da rodovia e furtou pertences da advogada, entre eles um relógio, um pendrive, uma necessaire e um aparelho celular. Os objetos foram apreendidos dentro do veículo do acusado quando ele foi preso em flagrante.

Outros Crimes

Além do assassinato de Letícia Curado, Marinésio também foi denunciado pelo homicídio de Genir Pereira de Sousa, em Planaltina, e por uma tentativa de estupro em Sobradinho — da qual foi absolvido em julgamento ocorrido em dezembro de 2020. Em maio do ano passado, Marinésio foi condenado a 10 anos de prisão pelo estupro de uma jovem em abril de 2019.
Na época do crime, a vítima tinha 17 anos. Ela denunciou a agressão depois reconhecer Marinésio durante a repercussão da morte de Letícia Curado. Em depoimento à polícia e à Justiça, ela relatou que o acusado ofereceu carona em uma parada de ônibus no Paranoá e, após a negativa, ele a obrigou a entrar no carro sob ameaça de morte, estacionou em região de Pinheiral e a estuprou. Marinésio ainda a enforcou e a empurrou para fora do veículo, dizendo que ela era um lixo.

Fonte: https://www.correiobraziliense.com.br/

OAB Social apoia as famílias carentes no enfrentamento à pandemia

A Seccional do Distrito Federal da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB/DF), por meio da “OAB SOCIAL”, desde o início da pandemia, faz entrega de alimentos e materiais de higiene para populações carentes. Neste final de semana, sábado (19/6), vai entregar cestas básicas para o Jardim Ingá. Na próxima semana, será para Cidade Ocidental. Antes dessas duas comunidades, outras famílias e instituições receberam doações, dentre elas: creche Nazaré, de Cidade Estrutural; Santos Inocentes, de Samambaia, e Movimento Maria Cláudia pela Paz, Lago Sul.
Dra Francisca Aires de Lima Leite, presidente da Comissão Social da OAB/DF, explica que recebeu 300 quilos de arroz, feijão e macarrão a partir de doações de amigos e familiares. Assim, foi possível montar cestas básicas com 12 itens.
Roupas móveis e utensílios, também, foram arrecadados pela OAB Social e encaminhados para doações feitas pelo Movimento Maria Cláudia pela Paz, no entorno e DF.
“Estamos na batalha para melhorar as condições de vida das populações mais carentes”, explica Francisca Aires, que compartilha algumas imagens de doações já entregues; dentre elas para uma organização que atende pacientes de hanseníase.
Por fim, esclarece a OAB Social que, no ano passado, a preocupação foi confeccionar máscaras e distribuir a comunidades carentes e entidades como as já citadas.
Confira, a seguir, imagens de doações realizadas

 

Fonte: https://oabdf.org.br/noticias/oab-social-apoia-as-familias-carentes-no-enfrentamento-a-pandemia/